Home Notícias Política Secretário de Temer, Bruno Júlio se demite após sugerir uma chacina por semana em presídios

Secretário de Temer, Bruno Júlio se demite após sugerir uma chacina por semana em presídios

secretario de temer bruno julio

O secretário nacional de Juventude, Bruno Júlio, pediu demissão nessa sexta-feira (7). O pedido ocorreu após a repercussão de uma declaração sobre a chacina de presos em Roraima. Em entrevista a um colunista do jornal O Globo, Júlio disse que “tinha que matar mais [presos], tinha que fazer uma chacina por semana”.

Nomeado para a Secretaria Nacional de Juventude em junho, Bruno Júlio apresentou o pedido de demissão ao presidente Michel Temer. Segundo a assessoria do Palácio do Planalto, o pedido já foi aceito A demissão deverá ser publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias. A secretaria é diretamente vinculada à Presidência da República.

Bruno Júlio também é presidente licenciado da Juventude Nacional do PMDB. Em nota, ele disse ter falado “em caráter pessoal” ao jornalista, após a entrevista. De acordo com ele, está havendo “uma valorização muito grande da morte de condenados, muito maior do que quando um bandido mata um pai de família que está saindo ou voltando do trabalho”.

“O que eu quis dizer foi que, embora o presidiário também mereça respeito e consideração, temos que valorizar mais o combate à violência com mecanismos que o Estado não tem conseguido colocar a disposição da população plenamente”, completou o secretário na nota.

Bruno também recorreu ao Facebook para se justificar.

Apesar das explicações de Bruno, o Huffington Post Brasil divulgou um áudio que comprova as palavras ditas pelo então secretário. Escute abaixo:


Aliás, Bruno Júlio é um dos filhos do deputado Cabo Júlio (PMDB).  O mineiro ficou conhecido nacionalmente por ofender a também deputada Maria do Rosário (PT). Ele a chamou de “vaca” ao avaliar uma postagem falsa atribuída à deputada.

Chacinas

A morte de mais de 30 presos em Roraima, na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, ocorreu poucos dias depois da morte de 56 presos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus. O complexo abriga facções criminosas rivais, assim como em Roraima. A penitenciária de Monte Cristo havia sido cenário de confrontos entre presos em outubro do ano passado Na ocasião, integrantes da facção PCC invadiram a área destinada a integrantes do Comando Vermelho e mataram dezenas de detentos.

Da Agência Brasil

Comentários

Roberth Costa

Roberth Costa é publicitário e redator de cidades no Portal Bhaz.

Carregar mais em Política