“As partes boas são muito boas e as partes ruins são muito ruins”. A definição da maternidade, feita por uma mãe, traduz o que uma sociedade reluta enxergar. Acompanhados do amor e alegria indescritíveis, a mulher convive com solidão e discriminação no emprego e na família. Situação ainda mais exaustiva quando o auxílio afetivo dos pais simplesmente não existe.

Noites sem dormir, braços cansados e exaustão fazem parte da vivência das chamadas “mães solteiras”. Além de enfrentar uma rotina desgastante, elas ainda têm que lidar com críticas e preconceitos dos próprios familiares, no mercado de trabalho e nas ruas. Se você nunca parou para pensar sobre essa realidade, talvez seja hora de escutar o que elas têm a dizer.

Mãe solo desde a gravidez

Mais de 11 milhões de brasileiras são consideradas “mães solteiras” segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados levantados em 2015 mostram que em Minas 124 mil mulheres não possuem cônjuge e têm filhos. Em alguns casos, elas podem contar apenas com a ajuda de familiares no sustento e educação das crianças.

Blogueira, estudante de História na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), feminista e mãe do pequeno André*. Lívia Teodoro, de 25 anos, é uma dessas mulheres. Mãe sim, mas não “mãe solteira” como ela mesma defende. “Primeiro é entender que você não é mãe solteira, você é mãe e está solteira”, diz. “É uma realidade que eu vivi, minha mãe era minha mãe solo. E era mãe solo com um pai que vivia na rua de cima de casa”, revela logo no início do bate-papo.

A belo-horizontina abriu as portas da casa onde vive no bairro Regina, na região do Barreiro, em BH, para mostrar parte da rotina com o filho. Ela contou as dificuldades de ter que cuidar do menino sozinha, exceto pela ajuda da mãe e de um irmão quando possível, além de ser compulsoriamente apontada pela ausência e falta de responsabilidade afetiva e social do pai dele. “Eu não mereço os parabéns por fazer um papel que é de outra pessoa”, diz.

Lívia Teodoro e o filho durante o dever de casa
Yuran Khan/Bhaz

“Uma vez o cara terminou sob a justificativa que não estava pronto para assumir uma ‘mãe solteira’, ele que também era filho de mãe solo”, conta. “Você fica com esse questionamento na cabeça: será que eu não sou mais nada além de ser a ‘mãe solteira’?”, continua. “Eu faço tanta coisa, eu estudo, trabalho, tenho o blog, crio meu filho, tenho amigos e aí vou ser resumida a essa condição?”, propõe uma reflexão ao se questionar.

Lívia engravidou aos 21 anos e, desde então, soube que percorreria um longo e tortuoso caminho, “fora da curva” para ser mais exato. Ela descobriu que seria mãe com a gestação já avançada e comunicou o fato ao pai do garoto. Os dois haviam acabado de romper o relacionamento e, segundo a estudante, o ex-namorado se esquivou da paternidade logo de cara. “Eu já sabia desde o começo que iria ser sozinha”, explica. “Quando eu fui contar para ele, ele ouviu e pegou o capacete, levantou e foi embora. Umas duas horas depois me ligou falando que eu não precisava ter o filho e que se eu quisesse teria que resolver sozinha”, completa.

Yuran Khan/Bhaz

Mas, apesar das dificuldades, na Na Veia da Nêga (este é o nome do blog dela) não falta disposição e ela assumiu as rédeas da circunstância. André tem 4 anos e já reflete no comportamento os esforços da genitora para fazê-lo diferente e melhor do que o homem de quem herdou o sobrenome no registro de nascimento, como a universitária define. “Eu acredito que está totalmente ao nosso alcance entregar seres humanos melhores para o mundo”, diz.

“Por mais que esse dinheiro faça falta (para pagar a escola particular onde André estuda), faz muito mais falta ele ter uma responsabilidade afetiva com o filho dele. É chato para mim ter que ficar explicando todo dia a ausência de uma terceira pessoa”, pondera.

“Eu explico as minhas ausências. Explico porque estou na faculdade até tarde, eu explico porque não posso brincar agora, porque que eu tô trabalhando. Mas não explico a ausência de uma terceira pessoa, vai saber o que que a terceira pessoa está fazendo e porque não cumpre o papel dela. E quanto mais ele cresce mais ele pergunta”, conta ao falar da relação entre pai e filho.

Yuran Khan/Bhaz

Sobre a dificuldade de criar André sozinha, Lívia é categórica. “É muito complicado romantizar a maternidade solo. Primeiro, gente, não tenham filhos. Se vocês têm a opção não tenham”, diz. “Por mais que ser mãe venha com muitas culpas e a gente lute todos os dias para se desfazer dessas culpas, a gente não pode esquecer que ainda temos uma responsabilidade social”, pondera. “Mas não se privem de reclamar. Não se privem de reclamar da amamentação. No final a gente não bebe leite para não lembrar de leite”, continua.

“Não se privem de reclamar e desabafem. A gente corre o risco de explodir com quem não tem nada a ver com a situação, que são os nossos filhos”, completa. “Maternidade não é um mar de rosas, as partes boas são muito boas e as partes ruins são muito ruins”, afirma a jovem.

Dentro de casa

Já Pollyana Souza, de 31 anos, descobriu a “barra” que é ser mãe solo ainda durante um casamento. Ou seja, a presença de um pai sob o mesmo teto não significa auxílio efetivo e cooperação mútua dentro de casa e com as crianças. “Eu me percebi nessa situação de mãe solo ainda casada. Muitas coisas que poderiam ser feitas, como por exemplo cuidar da casa, não aconteciam. Não acontecia de acordar de madrugada para pegar a criança no berço”, diz.

Pollyanna e o pequeno Guilherme* durante conversa com o Bhaz
Yuran Khan/Bhaz

“A desculpa era ‘trabalhei o dia inteiro para fazer isso'”, conta. “E aí eu comecei a me questionar. Se eu não saí de casa significa que eu não tive trabalho? Poxa, lavei, passei, cozinhei, limpei casa, cuidei de criança. Serviço doméstico não é trabalho?”, continua. “Não sei se porque eu era muito nova, mas deixei pra lá. Até que um dia eu falei ‘gente, você mora aqui também, vamos fazer as coisas'”, explica. “Além disso, eu pedia para sairmos todos juntos, em família, e a desculpa era a mesma do cansaço. Mas eu também estava cansada. Fiquei por conta das crianças o dia todo”, pondera. “Esse foi um dos motivos pelos quais eu me separei. Se eu estou sozinha agora, não faz diferença de eu estar sozinha depois, era o que eu pensava”, completa.

Separada, Pollyanna é a principal responsável pela criação de João*, de 12 anos, e de Guilherme*, de 8. Eles dividem o mesmo teto em um apartamento no bairro Estrela Dalva, na região Oeste de BH. E a pedagoga revela ter sofrido preconceito por ser mãe solo, principalmente, quando foi indicada para uma vaga de emprego. Ela ainda conta os problemas que teve que enfrentar para concluir a graduação, além de ser dispensada de um dos trabalhos pelo mesmo motivo.

João passa as tardes sozinho, cuida da casa e faz as atividades escolares
Yuran Khan/Bhaz

“Eu me separei no fim do curso de pedagogia e como não tinha com quem deixar os meninos levava os dois para a faculdade”, conta. “A gente subia doze andares de escada porque tinha câmeras nos elevadores e eles não podiam ser vistos”, revela. “Os dois ficavam em um canto da sala enquanto eu assistia às aulas. Umas amigas me ajudavam e eu levava materiais de escola para que eles se distraíssem. Depois da aula também levava os dois para o trabalho”, explica.

A mãe solo também foi dispensada de um dos trabalhos com a justificativa de que se ausentava demais durante os horários de almoço. Nesse período, precisava levar o filho mais novo para estudar. Na volta comia em pé para não se atrasar. “De repente eu me vi sem babá. A moça que ficava com os meninos pra mim encontrou uma oportunidade melhor e eu tive que me virar”, conta. “Tinha que levar o Guilherme para aula e às vezes, na volta, o ônibus atrasava. Chegava no trabalho e comia em pé para dar tempo de fazer o horário”, relata.

Yuran Khan/Bhaz

Era fim da tarde quando Pollyanna recebeu a reportagem do Bhaz em casa. Guilherme, de 8 anos, havia passado mal na escola e ela precisou buscá-lo. João, o filho mais velho estava sozinho lendo no computador. Ele passa as tardes encarregado de fazer atividades escolares, além de cooperar com a limpeza do local. As tarefas domésticas são divididas entre os três na medida do possível, mas é a pedagoga quem dedica maior parte do tempo aos afazeres.

“Aqui em casa é tudo colaborativo. Eu não moro sozinha, então proponho que eles me ajudem. Costumo perguntar: o que vocês acham que podem fazer em casa? Os meninos não são obrigados, mas eu sempre explico que se eles não me ajudarem acaba não sobrando tempo para ficarmos juntos porque eu tenho que me desdobrar”, explica. “E aí quando eles vão dormir, às 21h, é que eu paro para ler um livro, descansar e às vezes até choro no banho”, diz, aos risos.

Presente nas redes sociais quando sobra tempo, a pedagoga também é autora de uma carta aberta que tem repercutido no Facebook há algumas semanas. A Carta aberta de uma mãe solteira à Sociedade expõe críticas e apontamentos recebidos pelas mães solo no dia a dia. “Oi Sociedade, tudo bem? Não estamos bem. Na verdade não estamos bem há tempos. (…) O que você (sociedade) não sabe (ou finge não saber) é que a maternidade solo está intimamente relacionada à violência doméstica. Desde antes dos tempos de nossas avós é que as mulheres eram condicionadas à servidão masculina”, diz um dos trechos do texto.

Pais ausentes, violência nem tanto

A ausência afetiva e a falta de responsabilidade dos pais que resolveram não dar assistência às mulheres e principalmente aos filhos que tiveram, por qualquer motivo que seja, só não é maior do que o medo das mães em relação a eles. Ao Bhaz, pelo menos três mães solo relataram temer algum tipo de violência por parte dos homens caso contassem as próprias histórias publicamente. Uma delas decidiu expor as dificuldades e os receios que possui sem se identificar.

A belo-horizontina anônima cuida de um filho pequeno e diz ter sido intimidada diversas vezes pelo homem de quem ficou grávida. Ela acredita que tem o estilo de vida e o próprio salário cerceados pelo pai da criança, já que possuem guarda compartilhada. “Além de ser refém da sociedade que julga mulheres por criar filhos sozinhos, ainda somos refém de uma rotina angustiante”, disse. “A criança fica presa à rotina de quem assumiu a maior parte da responsabilidade e o outro lado não entende isso. Se algo não sai como o pai quer, acabo ameaçada de querer cortar os laços dele com o filho e posso sofrer alienação parental”, explica.

Divulgação/CNJ

E existe uma lei que trata especificamente do assunto. Em vigor desde 2010, a Lei 12.318 considera alienação parental fazer campanha de desqualificação do filho contra o pai ou a mãe; dificultar o exercício da autoridade parental; atrapalhar o contato dos filhos com um de seus pais; e criar empecilhos para a convivência familiar. Também é considerada alienação parental apresentar falsa denúncia contra um dos pais ou mudar o domicílio para local distante com o objetivo de dificultar a convivência dos menores com um dos pais, familiares ou com avós.

“Muitas mães não sabem que estão em maternidade solo. Se o pai não divide as responsabilidades, a mulher já está em maternidade solo”, diz a personagem anônima. “As pessoas precisam separar o estado civil da relação parental. Mãe solteira não é estado civil”, continua. “A gente sofre preconceitos todos os dias. Toda mãe é tratada como inferior, somos tidas como não trabalhadoras. Ficar por conta de uma criança 24h não dá trabalho?”, pondera.

Divulgação/CNJ

A jovem ainda relata dificuldades relacionadas ao pagamento de pensão. “Não dá para falar de criação de filho sem falar do financeiro. É importante dizer que 10% de um salário não sustenta ninguém. Quem fica com a criança tem maiores gastos. A pensão deveria ser proporcional ao salário”, diz. “Mas as vezes é melhor não contar com o outro genitor de jeito nenhum”, afirma. “Pelo menos se evita viver uma relação tóxica que possa afetar a criança”, completa.

No início deste mês, a Secretaria de Segurança Pública de Minas Gerais (Sesp-MG) divulgou o diagnóstico que detalha a violência contra a mulher no Estado. O levantamento realizado nas 853 cidades de Minas traz um panorama das agressões sofridas pelo público feminino ao longo de 2016 e revela que a faixa etária que mais sofre compreende vítimas entre 25 e 34 anos.

A violência contra as mulheres é bastante real como mostra o estudo. Mas, por vezes, as agressões e o sofrimento das vítimas são naturalizados. Para fazer um alerta à população e buscar uma mudança comportamental, a Polícia Militar de Santa Catarina divulgou um vídeo que mostra ligações reais de mulheres violentadas. A produção com pedidos de ajuda assustadores foi publicada no Facebook no Dia Internacional das Mulheres e viralizou nas redes sociais. Ao todo, foram mais de 1,6 milhões de visualizações e 50 mil compartilhamentos.


Mãe solo, bem-humorada e ‘curtida’ quase 70 mil vezes

Moradora de São Paulo (SP), a designer de serviços Thaiz Leão, de 27 anos, propõe um olhar bem-humorado para questões que envolvam a maternidade solo, apesar dos desafios. Ela é criadora da página Mãe Solo, que conta com mais de 67 mil curtidas no Facebook. Por meio do projeto, compartilha quadrinhos e ilustrações nos quais reflete de forma divertida sobre a parte não tão agradável de ser mãe e principalmente de ter que criar um filho sozinha.

Ao Bhaz, Thaiz contou que engravidou do pequeno Pedro*, de 3 anos, e que ele nasceu em parto domiciliar, já que a ideia de ir para a maternidade a machucava. Foi ela quem preparou tudo para conceber o menino em casa. “As pessoas acham que a gente tem que ser mãe quando a gente tem o controle de tudo, isso não existe na verdade”, disse. “Se a gente for levar a vida na real não tem espaço para ter um filho, do jeito que tem que correr atrás de tudo”, pondera.

Thaiz e o pequeno Pedro em foto publicada no Facebook
Reprodução/Facebook

A designer explicou que o pai de Vicente oscilou quando recebeu a notícia da gravidez. O homem adotou posicionamentos diferentes ao longo da gestação. “Ele arrumou uma namorada enquanto eu estava grávida. E eu preocupada com o que o meu filho ia vestir quando nascesse. Demorou três anos para ele cogitar a ser 30% do que eu acho que um pai deve ser”, disse.

“No mesmo dia que eu descobri, completamente perdida no universo, o chamei pra conversar. A primeira decisão foi continuar, mas depois ele voltou atrás. Chegou ao ponto que eu estava de três meses e ele falou ‘não quero levar isso pra frente, você se vira'”, disse. “Quase no final da gravidez ele teve um surto de iluminação e me procurou. Ele deu a desculpa de que homem demora muito tempo para amadurecer, mas mentira”, pondera. “Apesar de ele falar que não queria ter, eu não ia bancar um filho sozinha por orgulho. Eu falei: quando ele nascer é teste de DNA, paternidade, parabéns. Todo mundo tem que ter responsabilidade”, afirma.

Reprodução/Facebook/Mãe solo

Thaiz conta não ter se sentido tão sozinha mesmo diante das novidades relacionadas à gestação. “Eu não me senti desamparada na gravidez, já que me cerquei de várias pessoas, principalmente mulheres. Muitas pessoas foram realmente empáticas comigo e entendiam a situação”, explica. “É claro que em uma cabeça cheia de hormônios passa por você tudo: como é que vai ser ter uma família não convencional? Onde que o pai dele vai estar depois disso tudo? Eu não quero uma relação romântica com ele, como é que vai ser o nosso contato? Tudo isso populava a minha imaginação, muitos questionamentos”, completa.

O cansaço da designer somado aos momentos em que ela se sentia sozinha foram o estopim para a criação da página Mãe Solo. “Eu em casa com o Vicente, muito tempo com ele, 24h colada com ele, exausta, cansada, alucinando de cansaço e noites mal dormidas. Foi nesse momento, no primeiro mês de vida do meu filho, que eu comecei a página. Estava sozinha em casa e precisava que as pessoas se identificassem com a minha situação. Eu precisava não me sentir sozinha, eu estava me sentindo miseravelmente sozinha”, revela.

Reprodução/Facebook/Mãe solo

“Quando eu comecei o projeto, eram ilustrações que eu fazia para publicar no meu perfil. Quando começou a repercussão e as pessoas pediram para eu criar uma página, acabei levada por uma onda. Eu queria falar de uma coisa que eu vivo, eu queria que as pessoas se identificassem e queria me identificar com o que as pessoas vivem também. Era uma necessidade de não estar sozinha, começou com uma necessidade de não estar sozinha”, pondera.

Ser mãe não é estar com o pai de uma criança

“Eu aprendi do jeito mais ímpar, um jeito muito genuíno, que ser mãe não tem nada a ver com estar com o pai de uma criança, nada. Muitas mulheres vivem uma relação desigual dentro de um casamento, elas são tão sozinhas quanto eu ou até mais. Isso dentro de um casamento. Porque o cara tem a desculpa de que ele não tem aquele instinto materno, de que não sabe o que a criança quer, de que não consegue se conectar com um criança como uma mãe. A gente sabe de fábrica, né? A gente sai de fábrica, né?”, questiona Thaiz.

Thaiz e Vicente posam para foto durante amamentação
Arquivo Pessoal

“Eu falo sempre: a primeira coisa que você precisa para ser mãe não é enxoval, não é pensar em chá de bebê e sim uma rede de apoio. A coisa mais importante e valiosa que uma mãe pode ter é uma rede de apoio. Apoios que vão compreender ela, que ela vai poder desabafar, que ela vai poder se identificar e contar quando a coisa aperta. E a coisa aperta”, afirma.

Além das críticas que acompanham as ilustrações da Mãe Solo, a designer deixa uma dica que considera valiosa para mulheres que passam por situações semelhantes. “A melhor coisa que você pode fazer por si mesma é não estar sozinha e isso não significa que você tenha que estar com o cara”, diz. “A criança reconhece modelos masculinos em muitos lugares. Os modelos estão em todos os lugares, tudo que uma criança precisa é amor. O amor vai vir de uma família homossexual, de uma família heterossexual, vai vir pra uma criança que é criada pela avó”, diz.

Reprodução/Facebook/Mãe solo

Maternidade sem caô

Encorajada por um grupo de amigas, a jornalista Helen Ramos, de 29 anos, é outra mãe solo disposta a expor a realidade de mulheres que criam os filhos sozinhas e a desconstruir esteriótipos. Natural de Brasília, ela é mãe do pequeno Caetano e criadora de um canal no YouTube chamado Hel Mother. Nos vídeos, fala sobre a maternidade solo e outras particularidades da vida de mãe, sempre com pitadas de bom humor e sarcasmo.

O canal de Helen conta com mais de 65 mil inscritos e os vídeos já foram vistos mais de 2 milhões de vezes ao todo. Uma ótima pedida para escutar a realidade de quem vive na pele os desafios da maternidade solo e, de cara, se divertir com as caras e bocas feitas pela jornalista.

* Os nomes das crianças citadas são fictícios a fim de preservar a identidade delas.

Roberth Costa

Roberth Costa é publicitário, repórter e editor no Bhaz.

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