Home Notícias BH Condenado motorista que atropelou inocente após briga em bar na Pampulha

Condenado motorista que atropelou inocente após briga em bar na Pampulha

Um homem de 27 anos foi condenado a 5 anos e 10 meses de prisão, nessa quarta-feira (19), por tentar matar um rapaz após uma briga em um bar no bairro Santa Amélia, na região da Pampulha, em Belo Horizonte. Depois de se desentender com a proprietária do estabelecimento, o acusado avançou com o carro contra um jovem que havia defendido a mulher durante a confusão. A tentativa de homicídio ocorreu em março de 2015. Segundo a denúncia, o motorista passou com o veículo em cima da vítima por pelo menos três vezes.

A sessão do 2º Tribunal do Júri de Belo Horizonte foi comandada pelo juiz presidente Glauco Soares Fernandes, que condenou o homem por tentativa de homicídio duplamente qualificado. No processo, testemunhas contaram que a vítima foi arrastada no capô do carro por cerca de 50 metros até que caiu e bateu com a cabeça no chão, ficando desacordado.

Os outros rapazes tiraram a vítima da rua e o levaram para calçada, mas foram surpreendidos pelo acusado, que novamente acelerou o veículo sobre o passeio. Eles conseguiram se desvencilhar, mas a vítima foi atingida novamente. O condutor virava o carro na rua e repetia a manobra para passar com o veículo por cima da vítima, ignorando as tentativas de intervenção das pessoas que estavam no bar e na rua. As manobras foram interrompidas somente quando ele avistou uma viatura da guarda municipal.

Preso em flagrante e mantido preso preventivamente, o homem foi acusado de tentativa de homicídio duplamente qualificado, por meio cruel e uso de meio que dificultou a defesa da vítima. Na sessão de júri a vítima foi ouvida e confirmou a confusão ocorrida no interior do bar. Disse também que foi atingido depois pelo carro do acusado quando estava do lado de fora. O rapaz precisa usar cadeira de rodas e sofreu outras sequelas decorrentes do crime.

Outras testemunhas ouvidas também confirmaram a ocorrência da confusão dentro do bar e afirmaram que o réu teve o carro chutado pelos frequentadores, revoltados com a tentativa de agressão à dona do estabelecimento.

O acusado também confirmou o ocorrido e disse ter agido em consequência da perseguição do grupo, que ainda teria chutado a porta do veículo. Acrescentou, além disso, estar, naquela data, sob efeito de drogas e álcool. Por isso, o advogado Obregon Gonçalves argumentou no sentido de pedir que os jurados não reconhecessem que o crime ocorreu de maneira qualificada.

Já o promotor Herman Lott insistiu que a atitude do acusado foi cruel e desproporcional aos fatos ocorridos anteriormente ao crime de tentativa de homicídio.

Ao estabelecer a pena, o juiz Glauco Soares considerou que o réu era reincidente, já condenado por outro crime, aumentando em um ano a pena base previamente estabelecida. Como o crime ocorreu de forma tentada, tendo a vítima sobrevivido, o magistrado concretizou a pena em 5 anos e 10 meses de reclusão, em regime fechado, além de ter mantido a prisão preventiva do réu, durante a fase de recurso.

Do TJMG

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