O desabafo demonstra a pequena ponta do iceberg que é ser uma mulher trans no Brasil, o país mais transfóbico do mundo. Ligadas a um histórico de luta e resistência, essas mulheres têm a própria existência questionada a todo o tempo: “são mulheres de verdade, são como as outras?”. Além de tais tipos de questionamentos que as colocam em xeque e alimentam uma série de esteriótipos, são obrigadas a conviver diariamente com olhares discriminatórios, piadas pejorativas, falta de oportunidades e uma violência assustadora.

Para conhecer de perto a realidade dessas mulheres e trazer esclarecimentos sobre uma minoria social tão estigmatizada no imaginário popular, o Bhaz conversou com a servidora pública Gisella Lima, 35, a administradora Laura Zanotti, 30, e a garota de programa Lara Volguer, 34.

Afinal, o que é uma pessoa transexual?

O que define uma pessoa transexual? Qual a diferença entre uma mulher transexual e uma travesti? Transativista e autora do e-book “Orientações sobre a população transgênero: conceitos e termos”, a especialista Jaqueline Gomes de Jesus é uma das pessoas mais indicadas para falar sobre o assunto.

Segundo a estudiosa, uma pessoa trans é aquela que não se identifica com o sexo que nasceu, é quem nasceu homem e reivindica o reconhecimento social como mulher ou vice-versa. Diferentemente do que muitas vezes o senso comum dissemina, não é o procedimento cirúrgico que define uma pessoa como trans ou não.

travesti é quem vivencia o papel de uma pessoa do gênero feminino, mas não se reconhece como mulher e nem como homem, mas como membro de um terceiro gênero ou de um não-gênero. Apesar disso, a forma correta de se dirigir à uma travesti é sempre no feminino.

Identidade de Gênero X Orientação Sexual

Ainda seguindo na linha de raciocínio proposta por Jaqueline Gomes de Jesus, é importante esclarecer também a diferença entre identidade de gênero e orientação sexual.

A identidade de gênero diz respeito àquela em que a pessoa se identifica, podendo ser o mesmo que lhe foi designado ao nascer ou não (masculino ou feminino). Quando o indivíduo se identifica com o gênero que lhe foi designado ao nascer, o definimos como cisgênero; quando o gênero de identificação e o de nascimento não são compatíveis, trânsgenero.

A orientação sexual nada tem a ver com a identidade de gênero. Trata-se da atração afetivo-sexual por alguém. Um indivíduo pode ser heterossexual (se atrai por pessoas de gênero diferente daquele com o qual se identifica), homossexual (atraído por pessoas de gênero igual àquele com o qual se identifica), bissexual (se atrai por pessoas de qualquer gênero) ou assexual (não sente atração sexual por pessoas de qualquer gênero).

Dessa forma, uma mulher trans – isto é, que nasceu como homem mas se identifica como mulher – que, por exemplo, se sente atraída por homens – independentemente se trans ou não – é considerada uma mulher trans heterossexual.

A transexualidade por uma visão científica

Psiquiatra do Hospital das Clinicas da Universidade de São Paulo, Alexandre Saadeh é uma das referências no Brasil quando o assunto é transexualidade.

De acordo com Saadeh, a transexualidade não é uma consequência do convívio social. A não identificação com o gênero de nascença se dá por fatores genéticos e naturais, e não por influências externas. É o que ele defende na tese de doutorado “Transtorno de identidade sexual: um estudo psicopatológico de transexualismo masculino e feminino”.

O psiquiatra explica que, durante a gestação, a genitália do embrião e os neurônios que constituem sua identidade de gênero são formados em momentos diferentes. Durante seus estudos, Saadeh apontou semelhanças entre cérebros de mulheres trans – que nasceram com a genitália masculina – e cis – que nasceram com a genitália feminina. O mesmo é válido para homens trans e cis.

A administradora Laura Zanotti, que conversou com a equipe do Bhaz, contou que, ainda na adolescência, sofreu mudanças corporais antes mesmo de iniciar qualquer processo de hormonização.

“Eu já tinha algumas mudanças corporais sem eu tomar medicamento ou fazer alteração. Não sei explicar isso e nenhum médico sabia explicar”

Lara Volguer trabalha na avenida Afonso Pena (Yuran Khan/Bhaz)

Violência fora do comum

O Brasil é considerado o país mais violento para transexuais e travestis em todo o mundo. Uma pesquisa realizada pela ONG Transgender Europe apontou que o país é líder mundial no ranking de crimes ligados à transfobia. A expectativa de vida de uma transexual e travesti no Brasil é de 35 anos; a média geral da população no país é de 73 anos.

Uma das vítimas dessa violência sistêmica é a garota de programa Lara Volguer, protagonista de histórias traumáticas. Natural de Tucuruí, no Pará, ela teve uma turbulenta relação com a família e começou a viver sozinha aos 17 anos quando chegou a Belo Horizonte.

Lara conta que dormiu na rua, em uma igreja e enfrentou sérias dificuldades, chegando a ser agredida antes mesmo de começar a se vestir como mulher.

“Sofri todos os tipos de violência que a sociedade possa imaginar, na questão da homofobia. Já quase morri por causa de 20 homens que não gostavam de gays. Não morri porque Deus não deixou, porque não era minha hora”, desabafa.

“Já quase morri por causa de 20 homens que não gostavam de gays. Não morri porque Deus não deixou, porque não era minha hora”

A garota de programa ainda relata que passou a sofrer ainda mais violência quando iniciou o processo de transição. “Quando eu passei a usar roupa feminina, foi pedrada, ovada, revólver na cara”.

Por trabalhar na rua, Lara está ainda mais exposta a riscos e conta que já sofreu três tentativas de homicídio enquanto fazia programas. “Um cliente quis o dinheiro de volta e eu não quis dar. Por isso, a gente caiu na briga e ele me cortou com a faca, tentou cortar meu pescoço e eu me defendi”, conta.

“Já tiveram outros também, de o cara estar drogado e não querer me pagar. Eu fui e briguei com ele, e ele em alta velocidade tentou me jogar na BR”, completa.

E a violência contra trans e travestis, principalmente que trabalham na prostituição, não é só física. “Todo lugar que eu vou, sou vista como marginal, sofro chacota 24h por dia. A partir do momento que eu saio da porta pra fora, eu sou um ET”, desabafa.

Olhares e palavras de ódio são comuns na realidade de uma pessoa trans. “Eu sou obrigada a aceitar chacota, porque se eu responder eu posso morrer e tenho que ficar calada”, completa.

A vivência e o dia a dia de uma mulher transexual

“Você não brota de um bueiro a noite e aparece na esquina”. A emblemática frase ilustra a percepção de boa parte da sociedade. Como vivem as mulheres transexuais? Quais são as opções no mercado de trabalho? Como é o relacionamento com a família, a infância, a juventude?

Gisella Lima, Lara Volguer e Laura Zanotti (Yuran Khan/Bhaz)

O relacionamento com familiares

O relacionamento com familiares costuma ser um obstáculo na vida da população LGBT, principalmente trans e travestis. Na maioria dos casos, não há apoio e, muitas vezes, o desamparo familiar acaba sendo mais um fator que justifica os baixos índices de educação e expectativa de vida dessas pessoas.

Gisella Lima conta que sua relação familiar é e foi um “privilégio de poucas”. Desde o processo de descoberta, a servidora tem uma excelente relação familiar.

“Diferente de muitas, eu não fui expulsa de casa. Minha família me deu um grande apoio estrutural. Eu conheci a prostituição, mas mais por uma questão de liberdade financeira”, conta Gisella, que é filha de uma mãe solteira e tem sete irmãos.

“A gente precisa de um apoio, de uma estrutura. Lembrar que a gente tem alguém para contar, nem que seja para um afago, para um carinho, saber que é querida”, completa.

Segundo dados do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos da UFMG (NUH), em Belo Horizonte, 33,3% das travestis e transexuais saem de casa entre os 18 e 20 anos, assim como Gisella. 23,97% saem para trabalhar, também 23,97% saem por preconceito da família e 22,31% saem para se prostituir.

A transativistas Lara Volgue não teve a mesma sorte. Embora tenha sido bem aceita por seu pai e irmãos, ela sofre bastante preconceito por parte de sua mãe. “Tudo ela associa travesti com AIDS. Fala que é safadeza minha ser prostituta e que toda violência que eu sofro eu mereço só por ser quem eu sou”, relata.

Além da homo e transfobia vivenciadas por Lara, ela ainda conta que foi abusada pelo pai de sua madrasta. “Dos onze aos doze anos eu fui molestada pelo pai da minha madrasta. A gente fazia sexo e ele me ameaçava”, desabafa.

Os estupros e os abusos vividos por Lara em seu ambiente familiar marcaram negativamente sua vida. “A partir desse momento eu fiquei mais revoltada. Eu comecei a roubar e a fazer coisas que a sociedade proíbe, para fugir da realidade que eu vivia dentro de casa”, conta.

A dificuldade do acesso à educação

Natural de São Paulo, a administradora Laura Zanotti estudou durante toda sua vida na capital paulista e por lá concluiu seu Ensino Médio. O tempo de escola foi “muito sofrido”, período no qual se viu obrigada a suportar um grande impacto social.

Eram corriqueiras as situações de preconceito por parte dos colegas e, principalmente, de professores que tentavam padronizá-la e fazê-la ter “comportamento de meninos”. “Eu sofri muito porque eu sempre queria brincar com as meninas, queria fazer atividades com as meninas. E, quando você é criança, é tudo natural. Você está seguindo seu instinto”, relata.

Já Gisella viveu a maior parte de sua vida em Montes Claros, norte de Minas, e conta que em cidades do interior a condição de vida de uma mulher trans é ainda mais difícil. Por conta disso, foi obrigada a largar os estudos.

“Por preconceito de professores e colegas, eu não tive suporte emocional e físico para suportar e eu abandonei a escola”, conta. A servidora se formou no Ensino Médio por meio do projeto de Educação para Jovens e Adultos (EJA).

“Por preconceito de professores e colegas, eu não tive suporte emocional e físico para suportar e eu abandonei a escola”

Gisella Lima (Yuran Khan/Bhaz)

Atualmente, Gisella faz um cursinho pré-vestibular e pretende cursar Direito. Ela conta que o espaço em que estuda atualmente não é tão plural e receptivo como foi a escola em que cursou o EJA.

“Eu gostava muito do EJA. Eu conseguia ter um diálogo bacana com os professores e tudo. Esse cursinho me trouxe uma outra realidade. Eu não me sinto inclusa, eu não me vejo participativa nas aulas por uma questão de parecer não ser um espaço meu. Mas só parece”, conta.

Ainda segundo dados do NUH, assim como Gisella e Laura, 59,4% das travestis e transexuais da capital mineira somente completaram o Ensino Médio. Outras 25,4% têm somente o Ensino Fundamental e apenas 2,2% têm curso superior completo.

A garota de programa Lara nunca largou os estudos, mas teve dificuldades em se manter na escola. Atualmente, Lara faz um curso de inglês na ONG Transvest – projeto especializado em qualificação profissional de trans e travestis. A educação e, principalmente, os espaços de vivência entre trans e travestis fortalecem a garota de programa.

“Lá eu sou bem recebida e bem instruída. Lá eu aprendo a me valorizar a mais, a ter mais cultura. Lá eu sou acolhida”, desabafa.

As poucas oportunidades de trabalho e a prostituição

Gisella atualmente é servidora pública da Subsecretaria de Ações e Políticas da Saúde do governo estadual, além de possuir um histórico com a militância e com o ativismo em prol da população transexual.

Após ter sido obrigada a abandonar os estudos pelo preconceito vivido, acabou seguindo os rumos da prostituição – assim como a imensa maioria das travestis e transexuais do Brasil.

“A questão da empregabilidade é uma coisa que esbarra muito na vida de uma pessoa trans, pessoas que não têm qualificação alguma. O mercado de trabalho não está preparado para dar uma oportunidade. E a prostituição é assim: ela não te pede muitos requisitos, ela te pede coragem. E isso a gente acaba tendo que ter”, conta.

“A prostituição é assim: ela não te pede muitos requisitos, ela te pede coragem. E isso a gente acaba tendo que ter”

Segundo dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais do Brasil (Antra), 90% das travestis e transexuais brasileiras estão na prostituição. Gisella não esconde o fato de ter sido prostituta, embora também afirme não ter sido a melhor época de sua vida.

Após essa turbulenta fase, a servidora conta que teve dificuldades em encontrar emprego formal, com carteira assinada. Foram entregues vários currículos em diversas empresas, mas Gisella conseguiu seu primeiro emprego – em uma ONG voltada para os Direitos Humanos – por meio de uma indicação e após entrevistas.

“Existiam pessoas lá que acreditaram na minha fala, porque eu não tinha um currículo”, conta. A oportunidade do atual emprego na Subsecretaria de Ações e Política surgiu após intensa participação em eventos da militância em prol da população LGBT.

Lara Volguer relata que, a partir do momento em que se assumiu transexual, viu todas as portas se fecharem. “Automaticamente a sociedade me jogou pra marginalidade. Tive que me virar nos 30 e fui me prostituir”, desabafa.

Ela afirma não gostar do seu trabalho – principalmente por conta dos grandes riscos que é obrigada a se expor -, mas que valoriza a experiência de vida que garantiu nesse tempo trabalhando na rua.

“Na prostituição, eu aprendi o que é viver. Graças a Deus um dia eu vou contar que eu fui prostituta, porque fazendo programa eu aprendi o que é ser um ser humano. Até minha maldade, minha vivência, hoje em dia, eu agradeço à prostituição”, afirma.

“Graças a Deus um dia eu vou contar que eu fui prostituta, porque fazendo programa eu aprendi o que é ser um ser humano”

Diferentemente de Gisella, Lara e da maioria das transexuais, Laura nunca sucumbiu à prostituição. A administradora trabalha desde os 16 anos – antes de iniciar seu processo de transexualização – e conta que já sofreu em algumas empresas por conta de sua condição.

Laura Zanotti (Yuran Khan/Bhaz)

Em seu primeiro emprego ao mudar para BH, conta precisou viver uma vida dupla. “Eu camuflei minha transição. Eu prendia o cabelo, colocava roupas mais largas, não usava maquiagem, não usava nome social pra poder me inserir no mercado de trabalho. E fazendo isso eu consegui”, explica.

Durante quatro anos, Laura escondeu sua identidade de gênero dentro da empresa. Após não conseguir mais e as pessoas começarem a perceber, ela dividiu com uns colegas de trabalho e, posteriormente, com sua chefia.

“Já não estava me fazendo bem aquela situação. Eu resolvi assumir minha identidade de gênero na empresa. Só falei com meu coordenador da época, ele já até sabia. Eu falei que a partir daquele momento eu ia viver aquilo ali também”, conta.

Após sair da empresa, Laura passou a encarar o mercado de trabalho como uma pessoa trans totalmente transicionada. Ela fez cursos de maquiagem, entrou para a militância LGBT e participou de um vídeo institucional do governo de Minas. Após isso, ingressou na empresa que trabalha atualmente.

Laura é administradora na empresa de tecnologia ThoughtWorks, local em que se sente acolhida. “A empresa tem uma cultura de justiça social e econômica, tem um olhar diferente para isso”, explica.

“A relação com as pessoas aqui é fantástica. Aqui dentro eu vivo numa sociedade que eu gostaria de viver, mas quando acaba meu horário de trabalho eu saio e vou pro mundo real”

“A relação com as pessoas aqui é fantástica. Aqui dentro eu vivo numa sociedade que eu gostaria de viver, mas quando acaba meu horário de trabalho eu saio e vou pro mundo real”, completa.

Ainda segundo dados do NUH, em BH, a maioria das travestis e transexuais trabalham como prostitutas, cabeleireiras ou maquiadoras.

A importância do uso do nome social

Diferentemente do nome de registro – aquele que é dado ao indivíduo logo após o nascimento -, o nome social é aquele adotado pelas pessoas trans durante o processo transexualizador. Embora esteja fora do senso comum, tal conquista é um dos fatores de maior importância para a vida de uma pessoa transexual.

“Depois de garantir o nome social, eu já vi muita gente dizendo coisas como ‘agora posso morrer em paz, porque na minha lápide não vai estar escrito um nome que não corresponde a mim’ ou ‘agora posso ir numa boate e apresentar o documento, não para pagar menos, mas para não ser humilhada'”, conta Gisella.

Atualmente, para os belo-horizontinos, o uso do nome social é garantido por salvaguarda de decretos em todos os âmbitos – municipal, estadual e federal. Após processo burocrático, pessoas trans conseguem modificar toda a documentação e, em tese, passam, em qualquer estabelecimento oficial, a serem chamadas pelo nome que escolheram. Entretanto, a realidade é bem diferente.

“Ainda depende muito da boa vontade do servidor em questão. Vai esbarrar na religião, no despreparo, na falta de capacitação”, completa a servidora pública.

A utilização de nome de registro em escolas e unidades de saúde, por exemplo, é um fator de constrangimento que justifica a grande evasão dessa população desses locais.

“Eu conheço cinco pessoas que morreram em casa por não procurarem uma assistência médica por uma questão de desrespeito a sua identidade de gênero. Isso é muito grave”, relata Gisella.

“Eu conheço cinco pessoas que morreram em casa por não procurarem uma assistência médica por uma questão de desrespeito a sua identidade de gênero”

Direito ao nome social é uma das principais reivindicações dos movimentos LGBT (Reprodução/EBC)

Ocupando espaços e (re)existindo

Além das violências e dificuldades sofridas ao longo da vida, um pensamento é consenso entre travestis e transexuais: a importância de se impor e ocupar, durante o dia, espaços públicos.

Gisella conta que hoje possui uma convivência social tranquila, mas muito por uma imposição que ela mesma cria para não abrir espaço para a transfobia. “Eu não percebo a exclusão. Mas é uma coisa que eu imponho. E eu gostaria que todas as pessoas trans impusessem também: a presença, a permanência em todos os lugares”, conta.

A servidora ressalta ainda como movimentos de pessoas trans são importantes para a vivência dessa população. Tal tipo de mobilização faz com que a informação e a coragem cheguem a cada vez mais pessoas, o que facilita para uma convivência social mais tranquila.

“A medida em que vai se ocupando espaços e sendo notada, as pessoas vão dando conta que você existe, que não é só à noite. Você não brota de um bueiro à noite e aparece na esquina”, explica.

“A medida em que vai se ocupando espaços e sendo notada, as pessoas vão dando conta que você existe, que não é só à noite. Você não brota de um bueiro à noite e aparece na esquina”

E a percepção dessa invisibilidade é recorrente. “A sociedade infelizmente trata a gente como seres invisíveis. E somos invisíveis até hoje. Mas a gente tá lutando pela nossa causa, pelos nossos direitos”, relata a garota de programa Lara Volguer.

A administradora Laura também acredita que a ocupação de espaço é uma ferramenta importante para mudar o paradigma social relacionado às pessoas trans.

“Eu evito estar em ambientes que não sejam tão favoráveis, embora eu acredite que quanto mais a gente está nesses ambientes, mais a gente vai fazer mudança, mudar a forma de pensar”, explica.

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Rodrigo Salgado

Rodrigo Salgado é jornalista e redator no Portal Bhaz.

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