Home Notícias Política Lula diz que será candidato em 2018; MPF quer aumento da pena

Lula diz que será candidato em 2018; MPF quer aumento da pena

O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, em coletiva realizada na manhã desta quinta-feira (13) no Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), em São Paulo, afirmou que a condenação do juiz Sérgio Moro contra ele “é meramente política” e que ele será candidato na próxima eleição.

Estiveram presentes a presidente nacional do partido, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-P1R), diversos parlamentares e militantes do partido, que entoavam gritos como “Lula guerreiro do povo brasileiro”. O objetivo da coletiva foi esclarecer alguns pontos com relação à sua condenação, anunciada em sentença nesta quarta-feira, 12, pelo juiz federal Sérgio Moro.

Em sua fala, a senadora Gleisi Hoffmann disse que a condenação de Lula “é mais uma injustiça que o PT irá enfrentar em sua história”, e que foi a mesma injustiça que levou Lula e Dilma a serem presidentes do país. “Nossa caminhada será fortalecida e não vamos aceitar eleição em 2018 sem Lula”, afirmou a senadora.

Manifestações serão realizadas na próxima quinta-feira (20) nas capitais do país, de acordo com o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, para mostrar ao país a “fraude que estamos vivendo”.

Lula começou dizendo que não se posicionou ontem sobre a condenação, pois “tinha que ver o Corinthians vencer o Palmeiras”. Para ele, desde o começo das investigações, estava claro que ele seria condenado.

“Quando o Moro aceitou aquele power-point, deu pra ver que estava tudo errado”, disse. O petista, ironicamente, agradeceu ao empenho da imprensa, em particular da equipe do Jornal Nacional1 em realizar uma das “maiores caçadas políticas” do país.

“Querem condenar aqueles que realizam ações em prol dos mais necessitados, pois isso os incomoda. Não tem problema, porque nós já aguentamos muitas coisas, desde ser capa da Veja até ter mais de 20 horas em jornal falando mal”, enfatizou Lula.

Apesar de estar indignado com a decisão, ele afirmou que não deixará de acreditar na Justiça do país e que “a história irá dizer quem é o certo”, ele ou Sérgio Moro.

Ao afirmar que não existem provas contrárias a ele, fez o seguinte pedido: “suplico aos meus inimigos que aqueles que tiverem alguma prova concreta contra mim possam me entregar”.

O ex-presidente aproveitou a presença da presidente nacional do PT para ressaltar que irá reivindicar ao partido que ele seja o candidato nas eleições presidenciais de 2018. “Se alguém pensa que me tirou do jogo, está muito enganado e quem quer ver o fim do Lula vai quebrar a cara”, concluiu.

O advogado de Lula, Cristiano Zanin afirmou que irá recorrer da decisão. Quem também recorrerá será o Ministério Público Federal (MPF). Nessa quarta-feira (12), ele anunciou que irá pedir à Justiça para aumentar a pena imposta pelo juiz federal ao ex-presidente. Apesar da sentença favorável, os procuradores discordaram de alguns pontos da decisão.

Em nota à imprensa, o MPF no Paraná, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato, destacou que a decisão de Moro tramitou de forma transparente e permitiu ampla possibilidade de defesa. “A atuação da instituição é apartidária, técnica e busca investigar e responsabilizar todas as pessoas envolvidas em atos de corrupção, além de devolver aos cofres públicos os valores desviados nesse gigantesco esquema criminoso. A ação penal contra o presidente Lula é uma dentre várias que foram propostas na Lava Jato contra centenas de pessoas acusadas por corrupção”, afirmou o MPF.

A condenação é relativa ao processo que investigou a compra e a reforma de um apartamento triplex em Guarujá, no litoral de São Paulo. A sentença prevê que Lula poderá recorrer da decisão em liberdade. No documento, Moro afirmou que as reformas executadas no apartamento pela empresa OAS provam que o imóvel era destinado ao ex-presidente.

Da Redação, com Agência Brasil

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Vitor Fórneas

Vitor Fórneas

Jornalista no Portal Bhaz

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