Home Notícias Minas Gerais Diarista é presa após retirar bebê da barriga de grávida com estilete; mãe foi dopada

Diarista é presa após retirar bebê da barriga de grávida com estilete; mãe foi dopada

A Polícia Civil investiga um crime bárbaro ocorrido em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, na última terça-feira (5). Uma mulher de 37 anos foi presa apontada como a principal suspeita de dopar uma jovem, de apenas 18, e retirar com um estilete o bebê que ela esperava. A grávida foi atraída até o local do crime com a promessa de que ganharia roupas para montar um enxoval.

De acordo com a corporação, a autora do crime é diarista e confessou ter atraído a grávida até a casa dela e, no local, oferecido um suco com 40 gotas de Rivotril. Quando a vítima perdeu os sentidos, ela abriu a barriga da jovem com um estilete e retirou o bebê. A intenção era ficar com a criança. No entanto, ela já é mãe de um adolescente de 14 anos e de um menino de 8, que tem necessidades especiais.

Foi o filho mais velho da diarista quem encontrou a grávida morta em casa. O corpo dela estava enrolado em um colchão em um cômodo nos fundos da residência. O garoto saiu correndo pedindo socorro, o que alertou vizinhos. A mãe dele teria tentado roubar o bebê da vítima para manter o relacionamento com o então companheiro. Antes, fingiu passar por todo o processo de gestação.

Com o alarde feito pelo filho, a mulher e o marido dela foram levados para uma delegacia da cidade. No local, ela negou que tenha agido sozinha até que confessou o crime. O delegado Rafael da Silva Herrera, que preside o inquérito, destacou que a envolvida mentiu por diversas vezes ao ser interrogada sobre os fatos, dando a cada momento uma versão diferente.

Gabrielle Barcelos publicou uma mensagem no Facebook no dia anterior ao crime (Reprodução/Facebook)

“Dentre uma dessas versões ela disse que teria feito tudo a mando do marido. Com relação ao mesmo, ainda não há comprovação de sua participação no crime, mas tudo será analisado dentro do prazo regular do procedimento, ou seja, dez dias”, explicou. Conversas entre o casal colhidas pela polícia no WhatsApp também não indicam envolvimento do homem.

Ponto importante para as investigações foi a informação colhida de que a diarista estaria, há três semanas, procurando por mulheres grávidas no bairro. “Inclusive, dias antes ao homicídio, ela tinha abordado a vítima, oferecendo-lhe roupas do suposto enxoval da menininha que iria nascer, argumento este que foi a moeda de troca para atrair a vítima até a residência”, detalhou.

A hipótese de que a mulher teria agido sozinha é corroborada por dados periciais. Ela alegou que o marido teria auxiliado no arrastamento do corpo, mas não havia marcas de sangue no calçado dele nem tampouco pegadas no quintal onde ficou o corpo. Com relação à causa da morte, a perícia preliminarmente apontou ter havido hemorragia aguda assim que o bebê foi tirado do ventre da gestante. A recém-nascida, encontrada com a diarista, está no UTI do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia.

Outros casos

Outras duas grávidas foram atraídas para ter seus bebês roubados em Minas com a promessa de quem ganhariam roupas para montar enxovais. No ano passado, em agosto, uma jovem de 19 anos desapareceu também no Triângulo Mineiro depois de sair de casa para buscar as peças prometidas por uma mulher. Quatro pessoas foram presas por envolvimento no crime. A criança foi encontrada com uma delas.

Já em 2015, outra grávida desapareceu depois de uma consulta médica em Ponte Nova, na Zona da Mata. A vítima levou pauladas na cabeça e o corpo dela foi localizado quatro dias depois, sem o bebê. A mulher apontada como autora do crime foi condenada a 34 anos de prisão em 2016.

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Roberth Costa

Roberth Costa é publicitário, repórter e editor no Bhaz.

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