Home NotíciasFilho de vereador briga após pai perder disputa pela presidência da Câmara

Filho de vereador briga após pai perder disputa pela presidência da Câmara

A eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Belo Horizonte, realizada na tarde desta terça-feira (1º), terminou com um tumulto nas galerias do Plenário Amynthas de Barros. A confusão teria sido iniciada por um dos filhos do vereador Henrique Braga (PSDB), que perdeu a disputa.

Vinte e um vereadores escolheram a “Chapa 1”, composta por Léo Burguês de Castro (PSDB), Wellington Magalhães (PTN), Leonardo Mattos (PV) e Vilmo Gomes (PT do B), para ocupar, respectivamente, presidência, 1º vice-presidência, secretaria-geral e 1º secretaria da Casa. A “Chapa 3”, que contava com o candidato à presidência Henrique Braga (PSDB) e com os vereadores Daniel Nepomuceno (PSB) e Gilson Reis (PC do B), perdeu após somar apenas 14 votos.

A assessoria de imprensa do vereador derrotado na eleição informou que não tem conhecimento sobre o suposto envolvimento do filho do membro da Câmara Municipal na confusão. Seguranças da Casa precisaram intervir após o registro de agressões nas galerias do plenário.

A reeleição de Léo Burguês revela sua influência dentro da Câmara Municipal. Esta foi a primeira vez, desde 1983, que um vereador foi eleito para presidir a Casa por mais de um biênio.

Apesar das polêmicas envolvendo o nome do integrante do PSDB, nos bastidores, ele é visto por alguns membros da Casa como um político forte, principalmente por se posicionar diante de temas que colocam em evidência a imagem dos vereadores.

“Vence a eleição no parlamento aquele que conversa mais, tem as melhores propostas e que consegue convencer os vereadores a votarem nele”, declarou Léo após a vitória.

Resultado coloca em evidência racha dentro do PSDB

A disputa pela presidência da Câmara Municipal colocou em discussão um possível racha dentro do PSDB. Chegou-se a cogitar que três nomes do mesmo partido pudessem concorrer ao cargo: Léo Burguês, Henrique Braga e Pablito, sendo que a candidatura dos dois primeiros sobreviveu às turbulências da semana pré-eleição.

Diante das denúncias que surgiram em seu último mandato e sem força política, Pablito acabou abrindo mão da disputa. Até então, ele conseguia se manter no pleito contando com o apoio de Aécio Neves. Sem poder de articulação, o vereador precisou abandonar sua candidatura.

Antes da votação, em entrevista ao jornal Estado de Minas, Henrique Braga afirmou que Burguês estaria cometendo “suicídio político dentro do partido” com a postura de enfrentar a decisão do PSDB em não apoiá-lo para um segundo mandato na Casa. O candidato derrotado no pleito também era aprovado pelo prefeito Marcio Lacerda (PSB).

O fato teria irritado alguns vereadores que optaram por votar no presidente reeleito. A maioria dos apoiadores de Léo Burguês faz parte da base de sustentação do prefeito, mas sua vitória só foi possível devido ao diálogo mantido com a oposição.

Após reeleição, Burguês diz buscar união na Câmara

Logo após a votação na Câmara, Léo Burguês concedeu uma entrevista coletiva e afirmou que vai buscar a união entre os vereadores. A chapa eleita não indicou nomes para dois cargos, segundo vice-presidente e segundo secretário, tornando possível que as vagas fossem preenchidas de acordo com a escolha dos integrantes da Câmara. Ele ainda disse que o PSDB é um partido democrático e não teria definido um nome para concorrer à presidência.

Ao fazer uma análise da última legislatura, Léo Burguês afirmou que nunca a Câmara contou com tamanha participação popular. Entre os feitos, o presidente destacou que todos os projetos necessários para a realização da Copa do Mundo em Belo Horizonte foram aprovados. Também foram citados os avanços obtidos com a aprovação da Lei da Ficha Limpa e com o fim do voto secreto na Casa.

Ainda de acordo com o presidente reeleito, o índice de renovação da Câmara no pleito de 2012 foi inferior ao de todas as outras capitais do Sudeste. Com relação aos subsídios dos parlamentares, Léo Burguês afirmou que os vereadores de Belo Horizonte são os que contam com os menores valores entre todas as capitais do país, havendo, ainda, mais de 30 cidades mineiras onde os legisladores municipais recebem proventos maiores.

Foto: Reprodução/TV Alterosa

Comentários