Home NotíciasBH“Rolezinho” no Minas Shopping é frustrado após adolescentes serem barrados por seguranças

“Rolezinho” no Minas Shopping é frustrado após adolescentes serem barrados por seguranças

O rolezinho no Minas Shopping, também chamado pelos organizadores de “Apartheid às avessas”, estava previsto para ocorrer neste sábado (18), mas foi frustrado pela segurança do estabelecimento. Todos os adolescentes desacompanhados dos pais foram barrados e não conseguiram entrar no comércio. Teve até menina que jurava não ter nada a ver com o evento que precisou voltar para casa.

Foto: Reprodução/Facebook
Foto: Reprodução/Facebook

Como de costume, o evento foi marcado no Facebook e tinha mais de 300 presenças confirmadas. Mas, com 30% da segurança reforçada e a exigência da identificação na porta, o Minas Shopping conseguiu segurar o ímpeto dos jovens. Nenhum balanço foi divulgado, mas o estabelecimento afirmou “como já estava ciente do evento, se reuniu com representantes das polícias Militar e Civil durante a semana e reforçou a segurança própria para preservar a integridade de visitantes e funcionários”.

A expectativa em Belo Horizonte agora é em relação ao primeiro evento marcado para a região Centro-Sul da cidade. Em um evento marcado para o Pátio Savassi, mais de 700 pessoas já confirmaram presença.

Em São Paulo, “rolezinho” termina na delegacia

Em São Paulo a história foi diferente. O Shopping JK Iguatemi, na zona Sul da capital paulista, fechou as portas, no fim da tarde deste sábado, para evitar o acesso de manifestantes que participavam de um ato a favor dos “rolezinhos” e contra o racismo. O shopping funcionava normalmente até o momento em que os manifestantes chegaram em frente ao estabelecimento.

Apesar do fechamento, quem está no prédio pôde sair. Não havia presença da polícia, apenas do corpo de seguranças do estabelecimento. Alguns manifestantes, que não portavam bandeiras e instrumentos musicais, chegaram a pedir aos seguranças autorização para entrar no prédio, o que foi negado.

“Qual o crime que essas pessoas cometeram, o crime de vir ao shopping? Para mim está caracterizado o crime de racismo”, disse o advogado que defende o movimento Eliseu Soares Lopez. Dez manifestantes que participaram do ato, comandado pela União de Núcleos de Educação Popular para Negras/os e Classe Trabalhadora (Uneafro), registram boletim de ocorrência na 96ª Delegacia de Polícia em São Paulo.

“Alegamos que houve um crime de constrangimento ilegal e o crime de racismo por parte do shopping. O shopping estava aberto. Depois do ato, as pessoas tentaram entrar individualmente no shopping e foram impedidas de entrar. Majoritariamente, os manifestantes são negros e da periferia. Está caracterizado crime de racismo”, disse Lopez.

Em nota, o Shopping Center JK Iguatemi informa que o estabelecimento não comporta manifestações em seu interior. O centro comercial disse também que respeita manifestações democráticas. “O espaço físico e a operação de um shopping não são planejados para receber qualquer tipo de manifestação. Com o compromisso de garantir a segurança de seus clientes, lojistas e colaboradores, e de acordo com procedimento padrão utilizado em situações semelhantes, o empreendimento interrompeu temporariamente suas atividades neste sábado.”

Com Agência Brasil

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