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Eternas promessas: Relembre as joias de Atlético e Cruzeiro que não vingaram

Com Stéfano Bruno

Enquanto o Atlético não inicia os trabalhos no profissional, quem está em evidência é a categoria de base do clube. O Galinho enfrenta o Santos, pela semifinal da Copa São Paulo de Futebol Júnior, nesta terça-feira (21), às 19 horas. Com jogadores promissores, como o zagueiro Donato, o volante Eduardo, o meia Marquinhos e o atacante Carlos, o clube alvinegro espera fazer desta safra de jovens talentos realidades como o Bernard.

Nos últimos dez anos, Atlético e Cruzeiro revelaram bons nomes, mas também viram grandes promessas frustrarem seus torcedores e se tornarem eternas promessas, ou os chamados jocosamente de “foguetes molhados”. Recentemente surgiram bons nomes no futebol mineiro, como os laterais Jonathan e Marcos Rocha, o zagueiro Maicon, o meia Bernard e o volante Lucas Silva. Porém, também tem aqueles jogadores que os torcedores nunca vão esquecer, como os meias Kerlon e Ramon, o atacante Quirino e o zagueiro Thiago Heleno.

Eles podem até ter realizado algumas boas partidas, mas ficaram marcados mesmo pelo fato de ter chegado ao time profissional como grandes promessas e, no fim, ter rendido menos que o esperado. A maioria destes jogadores acabou sendo negociado para times de menor expressão. Alguns até jogaram em grandes agremiações depois, mas não conseguiram render o esperado. O Bhaz lista um time completo jogadores que chegaram ao profissional de Atlético e Cruzeiro, mas acabaram indo de “Pelé a Macalé” em pouco tempo.

Atlético

Edson (goleiro): Substituto imediato de Diego Alves, Edson estreou pelo profissional do Atlético em 2007, após Diego ser vendido para o Almería, da Espanha. Apontado como uma das maiores revelações do gol atleticano, o arqueiro acabou ficando mais conhecido por ter seis dedos em uma das mãos que por fazer grandes defesas.

Atualmente Edson é o terceiro goleiro do Goiás.

Sheslon (lateral-direito): Destaque das categorias de base do Atlético, Sheslon estreou pelo profissional do clube em 2008, logo após Marcelo Oliveira assumir o comando do time profissional. Titular na reta final do Campeonato Brasileiro daquele ano, o lateral acabou perdendo espaço na equipe no ano seguinte e acabou sendo emprestado ao América.

Sem grande destaque no Coelho, Sheslon foi atuar no Boavista, do Rio de Janeiro. Atualmente o jogador defende as cores do Boa Esporte.

Foto: Montagem/Bhaz
Welton Felipe, Thiago Feltri, Lima, Edson, Zé Antônio e Sheslon, defensores revelados pelo Atlético nos últimos anos
Foto: Montagem/Bhaz

Welton Felipe (zagueiro): Weltão, Weltonzord, Big Welton… Welton Felipe pode até não ter realizado grandes jogos com a camisa do Atlético, mas era um dos jogadores que os torcedores mais criaram apelidos. Reconhecido por ser estabanado e lento, o defensor foi promovido ao profissional em 2008 e foi titular em boa parte da temporada de 2009. Chegou a fazer um gol pelo Galo, contra o Vitória, na Copa do Brasil.

Welton Felipe disputará este Campeonato Mineiro pelo Villa Nova.

Lima (zagueiro): Depois de se destacar no Atlético em 2005 e 2006, Lima foi vendido ao Bétis, da Espanha em 2007. Após dois anos no futebol espanhol, o zagueiro retornou ao futebol brasileiro, novamente para o Galo. Nos dois anos seguintes, amargou a reserva e foi pouco acionado no clube alvinegro. Em 2012 acabou acertando com a Portuguesa, onde revezou a titularidade com o banco de reservas.

Neste ano, Lima foi contratado pelo Botafogo-SP para a disputa do Campeonato Paulista.

Thiago Feltri (lateral-esquerdo): Embora tenha sido titular do Atlético durante quase três anos, Thiago Feltri viveu uma relação de amor e ódio com o clube alvinegro. Em 2008, quando foi emprestado ao Goiás, alguns torcedores sentiram falta do lateral – mais em virtude dos fracos nomes que estavam no clube do que pelo futebol do atleta. Quando retornou em 2009, amargou a reserva para o experiente Júnior por certo tempo.

Após passagens por Vasco e Joinville, Thiago Feltri acertou, neste ano, o retorno ao Atlético-GO, clube no qual se destacou em 2010 e 2011.

Zé Antônio (volante): Meio-campo de origem, Zé Antônio ou o Zé do Galo, como ficou conhecido, acabou se destacando mesmo na lateral-direita. Após viver boa fase na reta final do Campeonato Brasileiro de 2005, quando o Atlético tentava escapar do rebaixamento, o jogador acabou sendo “esquecido” pelos treinadores seguintes.

Zé Antônio coleciona uma série de clubes em sua carreira. Entre eles, estão Atlético-PR, Sport, Goiás e Portuguesa. Atualmente o jogador defende as cores do Paysandu.

Renan (volante): Conhecido por ter um chute muito forte, Renan “Bomba”, como era chamado pelos torcedores, também coleciona uma série de clubes em sua carreira. Nos últimos anos acabou somando passagens por clubes europeus que possuem até certo reconhecimento, como o Vitória de Guimarães, de Portugal.

Atualmente Renan atua no Sampdoria, da Itália.

Ramon (meia): Após surgir no Atlético como uma grande promessa, Ramon colecionou uma série de comportamentos inadequados, que acabaram gerando sua dispensa. Após passagens apagadas por Corinthians, Flamengo e Bahia, o meia atuou em clubes de menor expressão, como Boavista e Náutico.

Ano passado, após se envolver em uma polêmica com o Remo, rescindiu contrato com o clube. Desde então não tem registro do jogador em outra equipe.

Foto: Montagem/Bhaz
Quirino, Wendel, Ramon, Kim e Renan: de promessas ao esquecimento
Foto: Montagem/Bhaz

Wendel (meia): Meio-campista clássico, Wendel chegou ao profissional do Atlético em 2010 como uma grande promessa. Com poucas oportunidades, o jogador não vingou e acabou deixando o clube em 2012, quando foi atuar no Paraná. Sem grande destaque, o meia atuou no Boa Esporte na última temporada.

Kim (atacante): Considerado muito promissor, Kim chegou ao profissional do Atlético e saiu sem deixar muita saudade. Em 2003, o jogador acertou sua transferência para o Al Ahli, da Arábia. O único lance marcante do jogador com a camisa do Galo foi um gol marcado contra o Cruzeiro, no qual deixou o zagueiro Cris no chão.

Soma passagens por Nancy, da França, Al Arabi, do Catar, Vasco e Náutico. Ano passado defendeu as cores do Joinville, mas acabou pedindo para deixar o clube.

Quirino (atacante): O Quirigol, como ficou conhecido, atuou no Atlético em uma época ruim do clube. Após 65 jogos e 14 gols, o atacante trocou o Galo pelo Djurgarden, da Suécia. Ídolo no futebol japonês, onde atuou no Consadole Sapporo e no Shonan Bellmare, Quirino se transferiu para o Al-Shaab, dos Emirados Árabes neste ano.

Cruzeiro

Gatti (goleiro): Gatti não teve uma passagem de grande destaque no Cruzeiro. Foi titular do gol celeste em 2007, enquanto Fábio se recuperava de uma lesão. Ficou conhecido por defender um pênalti cobrado por Marcinho, no clássico contra o Atlético.

Atualmente o goleiro está no Volta Redonda.

Diego Renan (lateral-direito): Após um grande início na Raposa em 2009, Diego Renan, que é lateral-direito de origem, mas atuava como lateral-esquerdo, foi caindo de produção e perdendo espaço aos poucos no Cruzeiro. Cedido ao Criciúma, o jogador acabou sofrendo uma grave lesão no joelho, o que impossibilitou o atleta de atuar na última temporada.

Nesta temporada o lateral foi cedido ao Vasco.

Foto: Montagem/Bhaz
Thiago Heleno, Diego Renan, Gatti, Anderson Uchoa, Alonso e Wellington, apenas alguns jogadores revelados pelo Cruzeiro nos últimos anos
Foto: Montagem/Bhaz

Thiago Heleno (zagueiro): Após muito contestado em 2009, depois da final da Copa Libertadores, Thiago Heleno acabou sendo cedido pelo Cruzeiro ao Corinthians. Sem grande destaque no clube, o jogador foi negociado com o rival, Palmeiras. No Verdão não foi diferente e o defensor foi, novamente, muito cobrado.

Acabou sendo cedido pelo Palmeiras ao Criciúma, mas, após se envolver em uma confusão com torcedores do Tigre, perdeu espaço na equipe. Atualmente Thiago Heleno está no Figueirense.

Wellington (zagueiro): Apontado como uma grande promessa das categorias de base do Cruzeiro, Wellington estreou pelo profissional da Raposa em 2007, em um clássico contra o Atlético. Além da grande atuação, o defensor chegou a marcar um dos gols da vitória da equipe celeste por 2 a 0.

Porém, o defensor acabou perdendo espaço na equipe celeste. Foi emprestado pelo Cruzeiro para Botafogo, Atlético-GO e Ponte Preta. Após deixar a Macaca, o jogador passou por Barueri, Nacional-MG e Mixto. Wellington está hoje no Araxá.

Alonso (lateral-esquerdo): Campeão da Copa do Brasil com o Cruzeiro, em 2000, o jogador era muito promissor. Sem espaço na Raposa, Alonso acabou colecionando passagens por clubes como Criciúma e Paysandu. Em 2002, atuou no Fluminense, mas também não teve muito destaque.

Em 2004, o jogador acertou com o Nacional Funchal, de Portugal, onde atuou até 2009, quando acertou com o Marítimo Funchal, também do futebol português. No último ano Alonso defendeu as cores do Tupi.

Anderson Uchoa (volante): O meio-campista chegou ao profissional do Cruzeiro em 2009. O jogador chegou a ter oportunidades na equipe comandada por Adilson Batista, mas não agradou como esperado. Dessa forma, acabou sendo emprestado para uma série de clubes. Após atuar em clubes como Villa Nova, Betim e Avaí, o volante vai defender as cores do Criciúma nesta temporada.

Zé Eduardo (volante): Revelado pelo Cruzeiro em 2008, quando era apontado como uma jogador muito promissor, Zé Eduardo praticamente não teve nenhuma chance na Raposa, e acabou sendo negociado com o Ajax, da Holanda, em 2009. Após passagens por Parma, Empoli e Padova, todos da Itália, o volante chegou ao OFI Creta, da Grécia, onde atuou na última temporada.

Atualmente não há registro de Zé Eduardo em nenhum clube.

Kerlon (meia): Talvez o jogador que os cruzeirenses mais tenham recordações é o meia Kerlon. Sempre apontado como um futuro craque e muito promissor, o atleta nunca conseguiu despontar na Raposa. Ficou marcado por uma jogada característica, na qual controlava a bola com a cabeça enquanto passava pelos seus adversários. O lance rendeu ao meio-campista o apelido de “Foquinha”.

Contratado pela Internazionale, em 2008, o meia coleciona uma série de clubes desde então: Chievo/ITA, Ajax/HOL, Paraná, Nacional e Fujieda MYFC/JAP. As seguidas lesões atrapalharam o jogador em quase todas as equipes de sua carreira.

Atualmente Kerlon defende o Weymouth Wales, de Barbados.

Foto: Montagem/Bhaz
Dudu, Kerlon, Zé Eduardo, Eliandro e Jonathas, chegaram ao profissional do Cruzeiro como promessas, mas não renderam o esperado
Foto: Montagem/Bhaz

Dudu (meia): Apontado como uma grande revelação das categorias de base do Cruzeiro, Dudu foi emprestado ao Coritiba, em 2010, para adquirir experiência. Quanto retornou à Toca da Raposa, no ano seguinte, o meia tinha adquirido algo mais que maturidade: mercado. Desta forma, o clube celeste acabou negociando o jogador com o Dínamo de Kiev, onde o atleta está atualmente.

Jonathas (atacante): Revelado pelo Cruzeiro em 2006, o jogador tinha faro de gol nas categorias de base, mas não demonstrou a mesma facilidade em marcar no profissional da Raposa. Emprestado a Ipatinga e Villa Nova, o atleta foi comprado pelo Az Alkmaar, da Holanda, em 2008.

O último registro do atacante é no Brescia, da Itália, em 2010.

Eliandro (atacante): Após chegar ao profissional marcando gols importantes, Eliandro parecia ter bastante futuro. O atacante, porém, acabou caindo de produção e somou uma série de empréstimos. Atuou em clubes como Sport, América-MG, ABC, Villa Nova e Nacional/POR. O último registro do jogador é no Cabofriense, no fim do ano passado.

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