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João XXIII atende quase 500 pessoas por ano para a retirada de anéis presos nos dedos

Um balanço divulgado, nessa terça-feira (21), pelo Hospital de Pronto-Socorro XXIII, localizado na região Centro-Sul de Belo Horizonte, revela que pelo menos 480 pessoas são atendidas por ano na unidade de saúde com anéis presos nos dedos. Aparentemente inofensivo, o acessório pode causar problemas quando utilizado de forma inadequada.

O inchaço provocado por anéis muito apertados são as principais ocorrências registradas no hospital. Apesar de serem mais entre mulheres jovens, os acidentes também envolvem um número considerável de homens.

O médico cirurgião do João XXIII, Luiz Antônio Paulino, ressalta que, em média, o ambulatório de sutura do hospital atende cerca de 40 casos por mês. Ele afirma que o uso de anéis traz consigo o risco da perda do dedo uma vez que o inchaço causado pelo uso incorreto pode provocar a alteração da circulação. Por isso, é recomendável a compra do objeto na medida correta.

Como primeira ação a ser adotada em caso de anéis presos é importante manter o braço elevado acima da altura do ombro por alguns minutos para que o dedo vá desinchando. Sempre que perceber alguma ferida na região entre o dedo e o anel, é recomendável a retirada do acessório antes que ocorra algum processo inflamatório. Também deve ser evitado o uso de acessórios de aço, pois eles são mais difíceis de cortar, caso seja necessário.

Anéis muito apertados podem causar inchaço.
Foto: Divulgação/JoãoXXIII

Para facilitar a assistência nos casos de anéis que se prendem ao dedo, o médico acredita que é importante os profissionais dos postos de saúde serem treinados para lidar com tais ocorrências, já que elas são comuns. No Hospital João XXIII, pacientes chegam principalmente durante a madrugada após terem percorrido unidades de saúde nos quais os colaboradores não conseguem retirar o acessório.

Apesar dos riscos, muitas pessoas insistem em manter os anéis ainda que apertados, já que os eles estabelecem uma relação afetiva. Ainda assim, é de bom senso utilizar formas alternativas para usar o uso do anel sem, necessariamente, colocá-lo no dedo. Uma possibilidade é utilizá-lo em uma corrente como se fosse um pingente.

Técnicas de retirada

São várias as técnicas para a retirada dos anéis nessas circunstâncias, o uso de cada uma delas vai depender das condições do dedo atingido. Desse modo, pode ser utilizado fio de sutura (nylon) enrolado ao dedo, alicate especial para corte do anel e o método, atualmente mais empregado pelo HPS, da fita feita a partir de esparadrapo dobrado e introduzido no espaço entre o dedo e o anel com a ajuda de uma solução oleosa que permite o deslizamento do anel, o que evita cortar o acessório. Todavia, a adoção das técnicas que não implicam no corte do anel ficam impedidas nos casos de presença de ferimento, fratura ou luxação do dedo inchado.

Passo a passo para a utilização da técnica do esparadrapo

1º:Corte uma tira de esparadrapo de aproximadamente 20 cm de comprimento por 3 cm de largura. Caso não tenha esparadrapo, utilize uma fita de tecido ou até mesmo aquelas utilizadas para enfeitar embalagens de presentes.

2º:Dobre o esparadrapo ao meio (de forma que a fita fique com 1,5 cm de largura) para que a pele não tenha contato com a cola.

3º:Coloque a fita entre o anel e o dedo com o auxílio de uma espátula de madeira ou outra objeto semelhante que não seja pontiagudo.

: Puxe a fita de modo que as duas extremidades fiquem do mesmo tamanho.

: Lubrifique o dedo utilizando solução oleosa como óleo mineral, vaselina ou óleo de cozinha, isto facilitará o deslizamento da fita sobre o anel.

6º:Com uma mão segure a fita puxando-a em direção à ponta do dedo e girando a fita no sentido horário. Use o seu polegar e o indicador para empurrar o anel auxiliando a sua retirada.

 Com Agência Minas

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