Home Notícias BH Suspeitos de matar casal na Serra do Cipó responderão por três processos e poderão pegar 60 anos de prisão

Suspeitos de matar casal na Serra do Cipó responderão por três processos e poderão pegar 60 anos de prisão

Os homens que assassinaram o casal os advogados Alexandre Werneck de Oliveira, de 46 anos, e Lívia Viggiano Rocha Silviera, de 39 anos, na Serra do Cipó, foram indiciados pela Polícia Civil. Os bandidos responderão por duplo latrocínio (roubo seguido de morte), ocultação de cadáver e estupro. Eles podem pegar mais de 60 anos de prisão.

Foto: Reprodução/Facebook
Foto: Reprodução/Facebook

Os suspeitos confirmaram o crime e confessaram que estupraram mulher antes de assassinarem casal. Marcos Magno Peixoto Faria, de 25 anos, e Helton Moreira de Castro, de 19, foram presos três dias após as mortes. Informações continuam sendo apuradas pela polícia e, segundo o delegado responsável pelo caso, Thiago Goulart, se algum fato novo surgir, um novo inquérito poderá ser aberto para averiguar a possibilidade de participação de outras pessoas.

Relembre o caso:

Alexandre Werneck de Oliveira, de 46 anos, e a mulher dele, Lívia Viggiano Rocha Silveira, de 39, foram vistos pela última vez saindo da Pousada e Hotel Cipó Veraneio de carro, no dia 3 de janeiro, por volta das 18 horas. O veículo dos dois, uma Hilux, foi encontrado queimado em uma estrada da região, três dias após o sumiço.

No dia 7 de janeiro, dois homens foram presos e confessaram o crime. Eles apontaram também a participação de um adolescente de 17 anos, que foi apreendido no início da noite. O suspeito Marcos Magno Peixoto Faria, de 25 anos, é filho de um policial militar reformado e já foi preso por roubo. Helton Moreira de Castro, de 19 anos, tem passagem por tráfico de drogas.

Os homens foram localizados em Conceição do Mato Dentro. Marcos foi o primeiro a ser encontrado. Segundo a polícia, ele estava com parte do rosto queimado e levantou suspeitas pelo comportamento diante dos investigadores. Durante interrogatório, ele confessou o crime e indicou a participação de Helton. Eles prestaram depoimentos e foram levados para onde o veículo foi queimado. No local, deram detalhes para os policiais sobre o latrocínio.

Os corpos de Alexandre e Lívia foram encontrados no dia 8 de janeiro nas águas do Rio Santo Antônio, em Conceição do Mato Dentro, na região central do Estado. De acordo com a Polícia Civil, eles foram liberados do Instituo Médico Legal (IML) na manhã de 11 de janeiro e seguiram direto para os cemitérios. Não houve velório.

Os corpos foram enterrados na manhã de 11 janeiro, em Belo Horizonte. O sepultamento da advogada aconteceu por volta das 9h40 no Cemitério da Paz, no bairro Caiçara, região Noroeste da Capital mineira. Cerca de uma hora depois, o corpo do companheiro de Lívia foi enterrado no Cemitério do Bonfim. Familiares e amigos tiveram que se despedir do casal com os caixões fechados, devido ao avançado estado de decomposição dos restos mortais.

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