Home NotíciasEsportesPor dentro do clássico: Tudo que aconteceu antes e depois de Atlético e Cruzeiro

Por dentro do clássico: Tudo que aconteceu antes e depois de Atlético e Cruzeiro

Com Stéfano Bruno

Pode ter faltado emoção no clássico entre Atlético e Cruzeiro, mas tensão é algo que não faltou. Desde a chegada do ônibus do clube celeste ao Independência até a entrevista coletiva, após a partida, o superclássico foi repleto de expectativas. Porém, nem todas foram alcançadas. Ansiedade, apreensão e angústia, são os adjetivos que melhor definem tudo que aconteceu antes, durante e depois do duelo, que começou com xingamentos ao volante Tinga, da Raposa, e se encerrou com o anúncio de mais um jogador lesionado seriamente, no Galo.

Xingamentos ao Tinga

Durante a partida contra o Real Garcilaso, do Peru, na última quarta-feira (12), o volante Tinga, do Cruzeiro, foi vítima de insultos racistas, por parte dos torcedores peruanos. Desde então, atleticanos e cruzeirenses compartilharam apoio e solidariedade ao jogador por meio das redes sociais. Entretanto, um pequeno grupo de atleticanos não se solidarizou com o atleta da Raposa.

Durante a chegada do ônibus do Cruzeiro ao Independência, um grupo de atleticanos dirigiu xingamentos – sem cunho racista – ao volante Tinga. Entre palavras de baixo calão, direcionadas ao jogador e ao clube celeste, os torcedores foram uma exceção do clima pacífico nos arredores e no interior do estádio.

Foto: Bruno Cantini/Atlético
Antes do início da partida, os jogadores atleticanos foram cumprimentar o volante Tinga
Foto: Bruno Cantini/Atlético

A partida

O técnico Marcelo Oliveira escalou o Cruzeiro de uma forma que, talvez, tenha surpreendido Paulo Autuori. Com William no lugar de Marcelo Moreno, que começou a partida no banco de reservas, a Raposa foi uma equipe rápida no primeiro tempo. Com Dagoberto bastante acionado na etapa inicial, o time estrelado se limitou a tentar jogadas pelo lado direito de seu ataque, tentando explorar o fato de Dátolo, defensor atleticano que atua por aquele lado, não ser um profundo conhecedor da posição, já que é meia de origem.

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Os dois times encontraram muitas dificuldades para criar jogadas. Dessa forma, os lances de bola parada passaram a ser cruciais para Atlético e Cruzeiro. E foi assim que as equipes mais levaram perigo. O Galo com quase marcou em uma cobrança de falta de Ronaldinho Gaúcho. Já a Raposa chegou duas vezes. A primeira foi em um cabeceio de Dedé, após cobrança de escanteio; a segunda foi em uma falta cobrada por Souza.

Otamendi

Contratado pelo Atlético há pouco, o zagueiro argentino Otamendi era o estreante da tarde. Se a primeira impressão é mesmo a que fica, a do defensor foi excelente. Com a característica raça argentina, o jogador ganhou quase todos os lances que disputou. Uma estreia muito boa, que passou segurança para os torcedores.

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Rodrigo Souza

Com a lesão de Lucas Silva, coube a Rodrigo Souza ser o marcador de Ronaldinho Gaúcho. O volante deu conta do recado. Implacável na marcação, ainda teve em seus pés a bola que poderia ter assegurado a vitória ao Cruzeiro no superclássico. Após cobrança de falta de Souza, Victor fez a defesa mas espalmou a bola nos pés do volante. De primeira, o meio-campista encheu o pé, mas o goleiro atleticano fez grande defesa.

Em alguns momentos da partida, as funções de Rodrigo Souza e Ronaldinho Gaúcho se inverteram e o meia acabou sendo o marcador do volante. Em um lance no primeiro tempo, R10 teria deixado o braço propositalmente no rosto do jogador cruzeirense, que reclamou com veemência. Pouco depois o camisa 10 atleticano fez falta no meio-campista do Cruzeiro e foi advertido com o cartão amarelo.

Réver

Após perder o zagueiro Emerson, que fraturou o tornozelo direito e retornará ao Atlético apenas após a Copa do Mundo, agora foi a vez de Réver virar problema no time alvinegro. Reclamando de dores no tornozelo esquerdo, o zagueiro tenta se recuperar de um inchaço no local desde o início da temporada. O capitão atleticano atuou na estreia do Galo na Copa Libertadores, contra o Zamora/VEN, mas não apresentou as melhores condições de jogo na ocasião.

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Após a partida, Réver voltou a reclamar de dores no local e foi reavaliado pelo departamento médico do Atlético. Rodrigo Lasmar, médico do clube alvinegro, disse que será necessário o jogador passar por um procedimento cirúrgico, que o afastará do gramado de dois a três meses.

“O Réver, apesar de todo tratamento, ainda está se queixando de dor. Ele tem um impacto no tornozelo esquerdo, o que gera uma cinovite, que é uma inflamação. Então, ele vai passar por uma artroscopia essa semana. Quanto antes ele tiver essa cirurgia, mais cedo teremos ele de volta. Tivemos uma melhora importante, mas todo esforço maior ele sente dor novamente. Ele precisa ser operado. A expectativa é que o retorno seja em torno de dois a três meses. Mas tudo depende do que for encontrado na cirurgia, logo depois teremos a ideia”, disse Rodrigo Lasmar.

Todos contra o racismo

Alguns torcedores do Atlético se solidarizam com Tinga e levaram faixas contra o racismo ao Independência. A que mais chamou a atenção, dizia: “No Galo o preto e o branco sempre andaram juntos”.

Foto: Montagem/Bhaz
Atleticanos levaram faixas contra o racismo ao Independência
Foto: Montagem/Bhaz

Após a partida, Ronaldinho Gaúcho, que atuou ao lado de Tinga no Grêmio, presenteou o jogador do Cruzeiro com sua camisa.

Foto: Reprodução/Twitter
Após o superclássico, Ronaldinho Gaúcho presenteou Tinga com sua camisa
Foto: Reprodução/Twitter

Melhores momentos de Atlético 0x0 Cruzeiro

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