Home Notícias Brasil Vídeo de rapaz que sugere legalização do estupro é removido do YouTube por fazer apologia ao ódio

Vídeo de rapaz que sugere legalização do estupro é removido do YouTube por fazer apologia ao ódio

Um jovem gaúcho, de 20 anos, publicou um vídeo no YouTube, nessa segunda-feira (31), no qual defende a legalização do estrupo no Brasil. A gravação protagonizada por Gustavo Rizzotto Guerra chegou a ultrapassar 26 mil visualizações, mas foi retirada do ar por fazer apologia ao ódio.

Com argumentos preconceituosos, Gustavo ataca feministas, mães solteiras e integrantes de movimentos ligados à defesa dos Direitos Humanos. “Se a mulher, ela tá de noite, vestida como p***, provocando e sabendo dos riscos de ser estuprada, bem feito. Parabéns pro estuprador”, diz no vídeo. “Se isso é incitação ao crime, tô fazendo. F****”, completa.

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Foto: Reprodução/Facebook

As palavras do gaúcho causam tanta indignação que usuários do Twitter lançaram uma campanha para incentivar o registro de denúncias contra o rapaz na Polícia Federal (PF) e no Ministério Público. A expectativa dos internautas é de que os perfis mantidos por Gustavo nas redes sociais sejam investigados. “Alguém avisa pro moço que independente da roupa que a mulher use a culpa do estupro é e sempre será do ESTUPRADOR. Obg”, defendeu uma jovem ao comentar sobre o assunto. “Estupro é um assunto que você tem que pensar MUITO antes de sair falando bobagem”, escreveu outro internauta.

Além de ser favorável ao estupro, Gustavo também já divulgou vídeos nos quais fala sobre negros e homossexuais. Em um depoimento de apresentação, ele diz se interessar pela ideologia nazista. Já no Facebook, o jovem costuma publicar textos que citam valores defendidos por Hitler.

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Na última semana, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou uma pesquisa com dados que revelam como os brasileiros lidam com a violência. O levantamento mostra que a maioria dos homens culpa as representantes do sexo feminino pelos abusos sexuais. O assunto também ganhou espaço na mídia diante do registro de casos de assédio no transporte público.

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