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Câmara investiga ligação de deputado André Vargas com doleiro preso pela PF

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados abriu, nesta quarta-feira (9), processo por quebra de decoro contra o vice-presidente da Casa, deputado Andre Vargas (PT-PR). O parlamentar está licenciado do mandato desde o início desta semana.

Caso seja condenado, André pode perder o direito de se candidatar a novos cargos eletivos pelos próximos oito anos. Mesmo que apresente pedido de renúncia do mandato, a solicitação não terá efeitos jurídicos até o final do processo no Conselho. A ação teve início devido a uma representação do PSDB, DEM e PPS, que pede a apuração de denúncias de ligação entre o parlamentar e o doleiro Alberto Youssef, que foi preso pela Polícia Federal (PF) por lavagem de dinheiro.

O relator do processo será escolhido pelo presidente do Conselho, deputado Ricardo Izar (PSD-SP). O nomeado acompanhará o caso junto com Júlio Delgado (PSB-MG), Renzo Braz (PP-MG) e Roberto Teixeira (PP-PE), que foram sorteados para compor a lista relativa à investigação.

andre vargas
André Vargas será investigado pelo Conselho de Ética da Câmara.
Deputado pediu licença para tratar de “assuntos pessoais”.
Foto: Divulgação/AgênciaCâmara

Um relatório preliminar será feito para avaliar a aceitação da ocorrência, só com a representação, sem necessidade de ouvir testemunhas em um primeiro momento. O prazo para o processo é de 90 dias, mas Izar quer que o caso chegue ao fim antes do recesso de julho. Assim que a admissão for aprovada, depoimentos e documentos da PF e do Ministério Público serão analisados.

O pedido de licença feito por Andre Vargas vale por um período de 60 dias, sem remuneração, para “tratar de interesses particulares”. O cargo de 1º vice-presidente da Câmara ficará vago até o dia 5 de junho e as tarefas serão assumidos pelo deputado Fábio Faria (PSD-RN). O primeiro suplente do colegiado, deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE), foi chamado para compor a mesa.

Nos dias em que estiver de licença, André Vargas perde direto à remuneração mensal de R$ 26.723,13, à Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar e à verba de gabinete. Os funcionários empregados diretos dele serão exonerados. Os que estiverem ligados à 1ª vice-Presidência serão mantidos, já que exercem atividade institucional.

Com Agência Câmara

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