Home Notícias Brasil Mãe interrompe quimioterapia para salvar bebê e morre logo após dar à luz

Mãe interrompe quimioterapia para salvar bebê e morre logo após dar à luz

Patrícia Alves Cabrera, 27 anos, funcionária pública da cidade de Araraquara (SP), realizava tratamento de um câncer de mama quando descobriu que estava grávida. Sem pensar em interromper a gestação, a mulher resolveu abandonar a quimioterapia e apenas monitorar a doença para salvar a vida do filho.

Foto: Reprodução/Facebook
Foto: Reprodução/Facebook

No entanto, no dia 14 de abril, seu estado de saúde piorou e ela teve que realizar uma cesariana de emergência. O bebê nasceu prematuro, ao seis meses da gestação, e está internado na UTI Neonatal do Hospital São Paulo, mas a mãe morreu uma semana depois do parto. Amigos e familiares agora realizam uma campanha no Facebook para ajudar a família com as despesas médicas, cerca de R$ 30 mil por semana.

“Os médicos já tinham avisado que ela não poderia engravidar”, contou o marido Felipe Cabrera Padovani ao G1. O sonho de Patrícia era se casar e ter filhos, e a notícia da gravidez a surpreendeu. “Em nenhum momento passou pela cabeça dela interromper a gestação, mesmo com todos os riscos”, disse. Com a confirmação da chegada do bebê, o casal apressou-se em organizar o casamento, que aconteceu no dia 15 de março.

Foto: Reprodução/Facebook
Foto: Reprodução/Facebook

A piora no quadro da doença da mulher fez com que ela fosse internada às pressas para a realização do parto. “O risco e a gravidade eram grandes. Se fosse para a Maternidade Gota de Leite, tinha chance de salvar o bebê, mas não tinha recurso para ela. Na Santa Casa teria recursos para ela, mas não teria nenhum para o bebê. O único hospital aqui que teria chance de atender os dois seria o Hospital São Paulo, que é particular”, explicou ao G1 a amiga da família Andrea Ribeiro.

Após o parto, Patrícia foi levada ao Hospital do Câncer de Barretos, mas seu fígado já estava bastante compormetido e ela não resistiu. O bebê Arthur permanece internado na UTI Neonatal com poucas chances de sobreviver. A família teme que a transferência para uma unidade pública possa agravar seu estado.

Foto: Su Casuscelli
Foto: Su Casuscelli

Amigos da família criaram a página no Facebook “Amigos Da Patricia, Felipe E Arthur” para conseguir arrecadações para que o bebê continue o tratamento no hospital particular. A página já tem mais de 14 mil curtidas. A dívida já passa dos R$ 30 mil, e Arthur deverá permanecer internado por, no mínimo, 60 dias, o que custaria quase R$ 290 mil. Felipe, que é garçom, não tem condições de arcar com o valor.

Foto: Reprodução/Facebook
Foto: Reprodução/Facebook

“A evolução dele é diária, mas mesmo assim o risco ainda é muito alto. O Arthur hoje é o nosso anjo, o pedacinho dela que ficou para a gente poder lembrar dela com muito carinho e ensinar tudo o que a mãe dele deixou de lição pra gente”, disse o pai.

Comentários