Home NotíciasBrasil“Pobre Dilma”: Jornal norte-americano critica presidente e afirma que atrasos da Copa envergonham o país

“Pobre Dilma”: Jornal norte-americano critica presidente e afirma que atrasos da Copa envergonham o país

O jornal norte-americano “Financial Times” (FT) publicou um editorial no qual faz duras críticas ao governo de Dilma Rousseff. Além de analisar a possibilidade da presidente se reeleger, a publicação ainda ressalta os atrasos e problemas relacionados à realização da Copa do Mundo no Brasil. “Pobre Dilma Rousseff”, diz a primeira linha do texto divulgado nesse domingo (4).

Na matéria, o FT afirma que Dilma poderia ser comparada à chanceler alemã Angela Merkel, mas acaba como os famosos comediantes Irmãos Marx devido aos resultados apresentados pelo governo brasileiro. “Os preparativos atrasados para a Copa do Mundo já envergonham o País, enquanto o trabalho para os Jogos Olímpicos de 2016 é classificado como ‘o pior’ que o Comitê Internacional já viu. A economia também está em queda. O Brasil, uma vez queridinho do mercado, vê investidores caindo fora”, afirma o jornal. “O País precisa de um choque de credibilidade. Se Dilma não entregá-lo, as eleições presidenciais de outubro o farão”, completa.

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Dilma se transformou em tema de editorial do Financial Time.
Publicação fez duras críticas ao governo da presidente.
Foto:Divulgação/BlogdoPlanalto

Além disso, o texto ainda cita o caso Pasadena da Petrobras, o fornecimento energia elétrica após a recente seca e a possibilidade de insucesso da Copa do Mundo como os três desafios “imediatos” do Brasil. Com relação ao Mundial, a publicação também considera a chance de protestos tomarem conta das ruas e atrapalharem a realização dos jogos.

O tom crítico direcionado à presidente é esquecido graças a um voto de confiança dado a ela em determinado trecho.  “Dilma Rousseff é conhecida por falar em vez de ouvir, mas há sinais de que ela mesmo está reconhecendo as críticas”, afirma o FT. “Fala-se que ela poderia dar independência formal ao Banco Central (BC) em um segundo mandato (originalmente, uma ideia de oposição). Ela também pode recrutar o presidente do BC, Alexandre Tombini, para substituir Guido Mantega, o desafortunado ministro da Fazenda. Ambos movimentos seriam bem-vindos”, diz o editorial.

“Saber se a senhora Rousseff que parece Merkel, mas resulta nos Irmãos Marx é realmente a pessoa certa para colocar o Brasil de volta aos trilhos é outra questão. Afinal de contas, sua primeira administração foi uma decepção. Mas, pelo menos, há sinais de que os mercados do País estão trabalhando como deveriam através da transmissão de uma preocupação generalizada e crescente. Estes estão agora começando a empurrar o debate político em uma direção favorável aos investidores. Isso só pode ser uma coisa boa”, afirma o texto.

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