Home NotíciasBHQualidade do ar terá boletim diário e poderá ser acompanhada por internautas em BH

Qualidade do ar terá boletim diário e poderá ser acompanhada por internautas em BH

A qualidade do ar de Belo Horizonte poderá ser acompanhada publicamente com boletins diários disponibilizados pela PBH. As informações vão se basear a partir dos resultados das duas estações de monitoramento. Uma das estações está localizada no Bairro Esplanada, região Leste, no Centro Mineiro de Referência de Resíduos e a outra no bairro Cidade Jardim, região centro-sul, no Instituto Nacional de Meteorologia. Os dados serão disponibilizados na internet em breve, segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente. 

De acordo com a secretaria, a média diária de partículas inaláveis é de 47 microgramas por metro cúbico de PM-10, número três vezes menor que o máximo recomendado pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), de 150 microgramas. As partículas inaláveis (PM-10) são poluentes atmosféricos, considerados os piores em áreas urbanas, constituídos por um conjunto de partículas com diâmetro menor ou igual a 10 micrômetros (medida que corresponde à casa do milionésimo do metro). 

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente apresenta os dados para contestar o estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgado em maio deste ano, com base em dados de 2011, que indicava aumento de 40% da poluição em BH no período de um ano. Medições apontaram que a cidade registrou taxa de 28 microgramas/metro cúbico de PM 2,5 – sigla que identifica as menores partículas de poluentes, com maior possibilidade potencial de prejudicar os pulmões.  A concentração era de 20 microgramas, no ano anterior. O ar é considerado limpo quando apresenta média de até 10 microgramas de PM 2,5, de acordo com a (OMS). A PBH defende que município e estado utilizam parâmetros diferentes de partículas moleculares, a PM 10 e. por esse motivo, a informação da entidade mundial não procede.

As medições da qualidade do ar em BH e em Minas, também são testadas em outro levantamento. A avaliação sobre a rede nacional de monitoramento da qualidade do ar, faz parte de uma pesquisa do Instituto Saúde e Sustentabilidade. O estudo aponta que somente 11 das 27 estados brasileiros (40%) realizam o acompanhamento da qualidade do ar e apenas 1,7% dos municípios possuem a cobertura desse serviço. Os poluentes considerados mais prejudiciais à saúde não são corretamente verificados e é complicado o acesso às informações. A pesquisa demonstra que, na realidade, existe um contraste ao que foi proposto há 25 anos pelo Conama juntamente com o Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar (Pronar), criado para funcionar como um instrumento de gestão ambiental.

Minas Gerais é o segundo estado com o maior número de habitantes e o segundo com a maior frota de veículos. Vinte estações verificam a qualidade do ar em apenas sete dos 853 municípios, porém apenas 13 delas apresentam os dados dos poluentes analisados. O relatório anual mais recente é de 2011 e o estudo critica esse fato, além de que o relatório abrange somente BH e a região metropolitana.

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