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Moradores das ocupações se acorrentam às grades do Palácio da Liberdade

Após conseguir o adiamento da ordem de despejo, moradores das ocupações do terreno da Granja Werneck, na região Norte de Belo Horizonte, se acorrentaram nas grades do Palácio da Liberdade, na manhã desta segunda-feira (11).

Foto: Reprodução/Facebook
Foto: Reprodução/Facebook

Além das ocupações Vitória, Esperança e Rosa Leão, membros das Brigadas Populares, Movimento de Luta dos Bairros e da Comissão Pastoral da Terra participam do protesto. A Polícia Militar e representantes da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e Ministério Público se reúnem, próximo ao local, para discutir a situação das famílias.

Foto: Divulgação/Guilherme Pontes
Foto: Divulgação/Guilherme Pontes

O clima na região do Isidoro segue tensa. Moradores e policiais entraram em confronto, nesse domingo (10), durante um protesto. Os ocupantes montaram uma barricada que obstruiu um dos acessos à região. Entretanto, uma viatura ultrapassou o bloqueio e, segundo os moradores, os policias atiraram para o alto. Por sua vez, a população respondeu a agressão atirando pedaços de madeira e pedras.

Foto: Divulgação/Guilherme Pontes
Foto: Divulgação/Guilherme Pontes

Por meio de nota, a PM informou que equipes foram à região a fim de liberar as vias de acesso obstruídas por integrantes da invasão da região. “As vias haviam sido fechadas com pneus e entulhos. Os moradores que passam pelo local acionaram a PM para restabelecer o acesso, que já foi liberado. Com isso, não há presença ostensiva da Polícia Militar no local mas a corporação mantém plantão a distância para atender qualquer necessidade a qualquer momento.”, afirmou a nota.

Foto: Reprodução/Facebook/Dandara Resiste
Foto: Reprodução/Facebook/Dandara Resiste

Reintegração

A reintegração de posse do terreno da Granja Werneck, também conhecida como Isidoro, na região Norte de Belo Horizonte, vai empregar a força de 1,5 mil militares. Segundo a Polícia Militar (PM), a corporação está pronta para cumprir a ordem de despejo das mais de 8 mil famílias.

Foto: Divulgação/Brigadas Populares
Foto: Divulgação/Brigadas Populares

Segundo o movimento Brigadas Populares, o governo de Minas ainda não abriu diálogo com os moradores. Para o representante Rafael Bittencourt, o maior problema é que não foram informados para quais abrigos os moradores serão levados e nem se eles possuem estrutura para receber as quase 8 mil famílias. O número de famílias, porém, diverge com o registro da PM, que calcula 2,5 mil.

 

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