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UFMG expulsa e suspende alunos de Direito que participaram de trote racista

A Universidade Federal de Minas Gerais decidiu expulsar um aluno e suspender outros três que participaram de um trote racista, no primeiro semestre de 2013.

Na ocasião, no início de março, durante uma recepção aos calouros do curso, veteranos da Faculdade de Direito comandaram o trote racista e com apologia ao nazismo. O episódio ganhou destaque após duas fotos terem sido divulgadas no Facebook. Uma em que uma jovem aparece com o corpo pintado de preto, mãos amarradas por correntes e carregando uma placa no pescoço com os dizeres: “Caloura Chica da Silva”.

Foto: Reprodução/ Facebook
Foto: Reprodução/ Facebook

Outra que mostra um aluno novato, preso a uma pilastra, enquanto três veteranos posam fazendo a saudação nazista. Um dos jovens chegou a pintar no rosto um bigode semelhante ao que era usado por Hitler.

Foto: Reprodução/ Facebook
Foto: Reprodução/ Facebook

 

De acordo com o comunicado da UFMG, a decisão de expulsar Gabriel de Vasconcelos Spínola Batista e suspender durante um semestre Gabriel Augusto Moreira Martins, Gabriel Mendes Fajardo e Giordano Caetano da Silva por envolvimento no trote, “segue recomendação feita por comissão encarregada de conduzir o processo administrativo disciplinar instaurado contra os estudantes. Integrada pelos professores Adriana Goulart de Sena Orsini (presidente), Roberto Luiz Silva e Mariah Brochado Ferreira, todos da Faculdade de Direito, a comissão atuou em consonância com o Regimento Geral e com o Estatuto da UFMG.”

O Bhaz publicou, em primeira mão na coluna do historiador Matheus Machado, a relação de um dos participantes do trote, o aluno expulso, Gabriel Spínola (que aparece na foto com o bigode como o de Hitler), com a divulgação de farto material de propagandas abertamente fascistas em perfis de redes sociais e páginas da internet. Durante a reunião da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Estadual, que discutiu o caso da UFMG, o deputado Durval Ângelo utilizou não só a coluna citada, mas também várias matérias do Bhaz sobre o assunto.

Andamento do caso

Após o vazamento das fotos – com repercussão extremamente negativa, em abril de 2013 a Comissão dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas solicitou à UFMG a expulsão dos alunos.

No mês seguinte a comissão de sindicância criada pela UFMG para apurar o caso concluiu a investigação e encaminhou o processo para a Procuradoria Jurídica da Advocacia Geral da União (AGU).

Em outubro a comissão da faculdade de direito passou a investigar os quatro estudantes. Cada aluno foi julgado individualmente e se defendeu com ajuda de advogados.

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