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Eduardo Campos morre em acidente aéreo em Santos

O ex-governador de Pernambuco e presidenciável, Eduardo Henrique Accioly Campos (PSB), de 48 anos, morreu um acidente aéreo, na manhã desta quarta-feira (13), em Santos. Ele seguia do Rio de Janeiro em direção ao litoral paulista, em um jato particular da campanha. Além do candidato, outras seis pessoas estavam na aeronave: os assessores Pedro Valadares, assessor direto;  Carlos Augusto Percol, assessor de imprensa; Marcelo Lira, cinegrafista; e Alexandre Severo, fotógrafo oficial, além dos pilotos da aeronave Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, Marcos Martins e Geraldo da Cunha. Os nomes foram confirmados pelo partido. Não houve sobreviventes.

O paradeiro de Campos começou a ser questionado, por volta das 10 horas, quando integrantes do PSB perderam contato e ele não chegou ao destino esperado, no Guarujá, onde iria cumprir agenda de campanha. A candidata a vice, Marina Silva, não estava no avião. Ela aguardava a chegada de Campos, para juntos embarcarem até Santos.


Queda da aeronave

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O acidente ocorreu em uma casa da Rua Vahia de Abreu, altura do número 50, esquina com a  Rua Alexandre Herculano, bairro do Boqueirão. De acordo com o Comando da Aeronáutica, a aeronave é um Cessna 560XL, prefixo PR-AFA,  que decolou às 9h21 do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao Aeroporto de Guarujá, em São Paulo. Fontes da campanha informaram que o jatinho era usado com frequência pelo candidato. 

Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), o piloto do avião entrou em contato com a estação de rádio do aeroporto do Guarujá, informando sobre o procedimento de aterrissagem. No entanto, o piloto teria tido problemas para visualizar o local de pouso, devido ao mau tempo, e arremeteu. O choque com o prédio veio em seguida.

Equipes do Centro de Prevenção e Investigação e Prevenção da Aeronáutica (Cenipa), responsáveis pela apuração de acidentes aeronáuticos,  iniciaram as investigações,  que normalmente duram 30 dias.  A Polícia Federal também enviou seis peritos na tentativa de agilizar a identificação e a liberação dos corpos. Conforme consta no site da Agência Nacional de Aviação Civil  (Anac), o jatinho estava em situação regular e o certificado de aeronavegabilidade tinha validade até 22 de fevereiro de 2017.

Trajetória

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Pernambucano e neto de Miguel Arraes, era filho de  Maximiliano Arraes e da ex-deputada federal e ministra do Tribunal de Contas da União Ana Arraes. Duas vezes governador de Pernambuco, Eduardo Campos também foi deputado estadual, três vezes deputado federal, secretário estadual de Governo e de Fazenda e ministro no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Formado em economia na Universidade Federal de Pernambuco, Campos concorria pela primeira vez ao cargo mais importante da política brasileira.Na terça-feira (12), Campos cumpriu agenda de campanha no Rio de Janeiro de onde decolou hoje pela manhã para São Paulo. Ele teria agenda em Santos, no litoral do estado. Estava prevista entrevista coletiva  na Praia do Mercado, às 10h30, e depois participaria de um seminário. No  final da tarde, daria nova entrevista em São Paulo.

Com grande popularidade em Pernambuco e bom trânsito entre todas as correntes políticas, campos começou a carreira política ainda na universidade, como presidente do Diretório Acadêmico da Faculdade de Economia da Universidade Federal de Pernambuco.

(*) Com Agência Brasil

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