Home Destaques do Dia Diplomatas negam entrada de “mestre do assédio” no Brasil; Entenda

Diplomatas negam entrada de “mestre do assédio” no Brasil; Entenda

Envolvido em polêmicas de incitar a violência contra mulheres para conseguir sexo, o suíço Julien Blanc teve a concessão de visto de permanência no Brasil proibida. A informação foi dada pelo portal G1, que afirmou ter acesso a fontes de dentro do Itamaraty.

Foto: Reprodução/Facebook
Foto: Reprodução/Facebook

Essas fontes confirmaram que o Ministério de Relações Exteriores negou o pedido. O curso dado por Blanc foi repudiado pela Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República. Por meio de nota, o Itamaraty informou que a proibição está sendo avaliada e se limitou a dizer que “ainda não foi tomada qualquer decisão definitiva sobre o tema e inexiste instrução para os postos (diplomáticos) – de qualquer natureza – até o momento”.

Nas redes sociais, uma petição foi feita por internautas para proibir a entrada de Blanc no país, prevista para janeiro de 2015. Em dois dias, 236 mil pessoas assinaram contra o “professor cafetão”, como é conhecido na internet. A reação, entretanto, não é apenas brasileira. Na Austrália, por meio de uma petição online, o suíço foi deportado do país. No Reino Unido, outra petição também foi assinada para impedir a entrada dele.

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Foto: Reprodução/Facebook

“Professor cafetão”

Blanc é “instrutor executivo” da RSD, empresa norte-americana cuja promessa é “fazer mulheres pedirem para dormir com você” a partir de métodos considerados machistas e pautados por violência, intimidação e humilhação. O site permite, desde o início da semana, que os clientes paguem adiantado para participar das palestras em território nacional, nos dias 22 e 25 de janeiro, em Florianópolis, e 29 a 31 de janeiro, no Rio de Janeiro. O curso custa US$ 2,5 mil e os interessados precisam desembolsar US$ 800 como depósito adiantado.

“Técnicas”

Entre as aulas dadas pelo suíço estão beijos à força, puxar a cabeça de mulheres em direção à região genital masculina, ignorar quando mulheres dizem não, além de prometer métodos infalíveis para “ativar a prostituta que existe dentro delas”. No site, Blanc ironiza: “É ofensivo, inapropriado, emocionalmente assustador, mas efetivo”.

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