Home Notícias Minas Gerais Mais rejeito de minério cai na Lagoa das Codornas

Mais rejeito de minério cai na Lagoa das Codornas

Oito meses após o despejo de toneladas de minério de ferro da ITM Vargem Grande, usina da Vale, na lagoa das Codornas, o reservatório, além de nascentes do rio de Peixe, afluente do Velhas, foram novamente contaminados. Sem que nenhuma sanção fosse aplicada à mineradora em abril de 2015, e com a omissão dos órgãos fiscalizadores, danos ambientais aos cursos d’água voltaram a ocorrer em 20 de dezembro com o rompimento de um canal que conduz rejeito de mineração.

O complexo minerário da Vale fica entre Nova Lima, Itabirito e Rio Acima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). A denúncia mais recente foi feita ao Ministério Público Estadual (MPE) e ao 3º Pelotão da Polícia Militar Ambiental em 9 de janeiro pela Associação dos Proprietários do Solar da Lagoa (Assproa), condomínio vizinho.

O primeiro desastre ambiental não foi percebido pelas autoridades, como mostrou o Hoje em Dia em novembro, apesar da contaminação do manancial usado pela Copasa para captação no período de seca, para abastecer a RMBH. Na época, o MPE abriu inquérito civil, após denúncia de vizinhos, preocupados com impactos na qualidade da água. Moradores do entorno reclamam da omissão dos órgãos responsáveis pelo licenciamento e fiscalização do empreendimento às margens do reservatório artificial. As lagoas das Codornas, dos Ingleses e do Miguelão integram o sistema hidrelétrico de rio de Peixe, que compreende sete pequenas centrais hidrelétricas da AngloGold Ashanti, que fornecem energia ao processo produtivo da mineradora de ouro.

Continue lendo no site do Jornal Hoje em Dia

Comentários