Home Notícias Minas Gerais Em uma semana, febre amarela matou mais que o dobro da semana anterior

Em uma semana, febre amarela matou mais que o dobro da semana anterior

febre amarela e malária em minas

Aumentou para 133 o número de pessoas que morreram vítima da febre amarela em todo o Estado desde junho de 2017, quando teve início o atual período de monitoramento da doença pela Secretaria de Estado da Saúde, que divulgou na tarde desta terça-feira (13) o boletim epidemiológico semanal. Em relação à semana passada, foram 25 novas mortes.

O número desta semana significa que a febre amarela está tornando-se mais letal. Até a semana passada, entre um boletim e outro, o número de casos aumentava em um ritmo de aproximadamente dez por semana. No boletim de hoje, com o registro de 25 mortes, esse número mais que dobrou.

A se manter esse ritmo, até o final do mês, o número de mortes registradas no atual período de monitoramento deverá ultrapassar o registrado no período anterior, que foi de junho de 2016 a junho de 2017, quando a febre amarela produziu 162 mortes no estado.

As cidades com maior número de vítimas fatais são Nova Lima e Barão de Cocais, ambas na região Central do Estado, com oito mortes cada; em seguida, vêm Mariana, também na região Central, com sete mortos; e Lima Duarte, na Zona da Mata, com seis. Por região, a Zona da Mata e a região Central de Minas concentram o maior número de casos fatais da doença.

Em todo o Estado, pelo menos 365 pessoas já foram infectadas pela febre amarela. Outros 630 casos continuam em investigação. Na capital, há cinco pessoas internadas e três mortes já registradas por causa da doença.

Imunização

A cobertura vacinal acumulada de febre amarela em Minas está em torno de 90%, sendo que a meta preconizada pelo Ministério da Saúde é 95%. A estimativa é de que haja, ainda, 1,9 milhão de pessoas não vacinadas contra a doença no Estado, especialmente na faixa etária de 15 a 59 anos, que também foi a mais acometida pela epidemia ocorrida em 2017.

Do total de casos confirmados, 318 são homens e 47 mulheres. A letalidade da doença no Estado é de aproximadamente 36,4%

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Marcelo

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Marcelo Freitas é redador-chefe do Bhaz

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