Home Notícias Política Aumento salarial de professores vira moeda de troca em queda de braço entre governo e oposição

Aumento salarial de professores vira moeda de troca em queda de braço entre governo e oposição

Com as galerias lotadas, a reunião no plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) desta quarta-feira (11) foi marcada por debates acalorados entre parlamentares da base e contrários a Fernando Pimentel (PT). Uma discussão entre os deputados Durval Ângelo (PT), líder do governo, e Gustavo Corrêa (DEM) foi acompanhada de perto por professores que defendem a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 49/18. O texto prevê a obrigatoriedade de pagamento do piso salarial do magistério aos servidores da educação estadual.

Durante a reunião, deputados da oposição questionaram a efetividade do texto da PEC e mantiveram a obstrução para impedir a apreciação das matérias na pauta de votações. Em meio a vaias de professores, eles alegaram que se trata de uma medida para que Pimentel angarie votos nas eleições. Diante de uma das afirmações feitas no início da reunião, Durval Ângelo (PT), líder do Governo, lançou um desafio ao chamado Bloco Verdade e Coerência (PSDB, PDT, PTB, PP E DEM).

Tudo começou quando o deputado Gustavo Corrêa (DEM), que se manifestou a favor da obstrução da pauta, disse que os parlamentares de oposição votariam a favor da venda da Codemig, caso Pimentel garantisse destinar os recursos arrecadados para saúde, educação e segurança. Logo em seguida, o líder do Governo, Durval Ângelo, propôs que fosse elaborada uma emenda conjunta ao projeto da Codemig.

“Na hora em que Vossa Excelência descer daí, nós podemos fazer a emenda em conjunto. Eu tive autorização do governador para assinar a emenda da Codemig com você em que o dinheiro é exclusivo em saúde, educação e segurança. Eu gostaria de dizer o seguinte… vote aqui securitização, precatória e Codemig que o governo também aceita o desafio de pagar no quinto dia útil”, disse o deputado. Ainda assim, a proposta feita por Durval Ângelo não prosperou.

Depois de mais de três horas, a reunião, que começou com a presença de mais de 40 deputados, foi encerrada por falta de quórum e com o anúncio de acordo entre os líderes para reabrir a votação na próxima terça-feira (17). A notícia foi dada pelo 1º-secretário da Mesa, deputado Rogério Correia (PT), após encontro com o presidente da ALMG, Adalclever Lopes (MDB).

Com ALMG

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