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Jovem com adereço do EleNão é agredida e marcada com suástica por três homens

Uma jovem de 19 anos com adereços do #EleNão (movimento em protesto ao presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro) foi agredida em Porto Alegre, na noite de segunda-feira (8), por três homens. Os criminosos abordaram a vítima assim que ela desceu do ônibus, desferiram socos e marcaram na barriga dela, com canivete, o símbolo da suástica. Apesar do desenho remeter ao nazismo, o delegado responsável pelo caso afirma que se trata de uma menção ao budismo, que representa amor e misericórdia.

“É claro na imagem que não se trata de um símbolo nazista. Se você prestar atenção, vai perceber que o símbolo marcado na vítima se orienta em sentido horário, o que significa se tratar duma suástica budista. A nazista se orienta em sentido anti-horário”, afirma ao Bhaz o delegado Paulo César Jardim. “O símbolo budista é milenar. Os nazistas copiaram o desenho para as pessoas pensarem que se tratava dum movimento de amor e fraternidade”, completa o policial.

Apesar da afirmação do delegado, nenhum suspeito foi identificado. O policial também não soube explicar o motivo do trio marcar uma suástica budista na vítima.

O caso

Segundo o boletim registrado pela jovem, os homens a abordaram assim que ela desceu do ônibus, no bairro Cidade Baixa, na capital do Rio Grande do Sul. O trio questionou sobre o motivo do uso do adesivo e, em seguida, desferiram socos. Ainda conforme relato da vítima, ela foi segurada por dois dos criminosos enquanto o terceiro fez o símbolo com um canivete na região da barriga.

Reprodução / Polícia Civil

Os homens teriam a abordado quando ela descia do ônibus e a questionaram sobre o motivo do uso do adesivo, logo após foi atingida com socos e, enquanto dois deles teriam segurado a vítima, o terceiro fez riscos com um canivete, similares a uma suástica, na região da barriga da jovem.

Estudante é agredido

Outro caso de agressão relacionado à política ocorreu nas proximidades da Universidade Federal do Paraná (UFPR), região central de Curitiba. Um universitário de 27 anos foi agredido a golpes de garrafa e chutes por supostos apoiadores do candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL), no início da noite de ontem. Segundo informações do Diretório Central Estudantil (DCE) da instituição, na hora do ataque, o rapaz, da comunidade acadêmica, utilizava um boné do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

De acordo com informações da Polícia Militar (PM), tudo indica que os autores pertencem à torcida organizada do Coritiba, clube de futebol paranaense, uma vez que trajavam camisetas do time. Em sua conta no Facebook, o DCE afirma que eles gritavam “Aqui é Bolsonaro!” ao cercar o estudante.

Apresentando ferimentos cobertos de sangue, a vítima foi levada ao Hospital Universitário Cajuru, em uma ambulância do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate). A Pró-reitoria de Administração e a Superintendência de Infraestrutura foram acionadas e tomaram providências para garantir a segurança no local. Boletins de ocorrência foram registrados.

A Agência Brasil procurou a Polícia Civil para saber das investigações. A assessoria afirmou que prestará as informações na parte da tarde em coletiva para a imprensa.

Irmã de Marielle é insultada

Anielle Franco, irmã da ex-vereadora Marielle, também foi insultada com gritos quando passeava com sua filha de dois anos na rua. Gritos como  “da esqueda de merda” e “sai dai feminista” foram ouvidos por todos que presenciaram a cena.

Em relato no Facebook, Anielle conta que homens devidamente uniformizados com a camisa do candidato à Presidência, Jair Bolsonaro, gritavam em sua cara e consequentemente na cara de sua filha de 2 anos. Hoje eu tive medo! Medo mesmo. Não deveria, mas tive. Foi assustador. Ainda mais com minha filha no colo. Eu sozinha teria sido outra história (quem me conhece sabe)!”, afirma.

No final de sua publicação, a jovem diz seguir com a luta e que ela não acaba no dia 28.

Com Agência Brasil

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