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Mulher desaparecida na rodoviária foi asfixiada e teve restos mortais queimados

Foi preso preventivamente o homem suspeito de sequestrar uma mulher no Terminal Rodoviário de Belo Horizonte em 18 de setembro. De acordo com as investigações, ele teria inventado uma falsa oportunidade de emprego para ela em um sítio e levado-a ao local. Chegando lá, a matou asfixiada, e levou os restos mortais a um local ermo, onde ateou fogo no corpo.

O caso veio a público nesta semana, quando a administração da rodoviária divulgou as imagens da câmera de segurança que mostravam o homem abordando a vítima quando ela descia de um ônibus vindo de Vitória. O fato ocorreu em setembro, e a mulher estava desaparecida desde então. Graças a denúncias, o autor do crime foi identificado e localizado pela polícia.

O homem foi localizado em Betim, na região metropolitana de BH, e encaminhado para a delegacia. Em depoimento, admitiu ter feito uma falsa oferta de emprego para a vítima em um sítio nas proximidades de Contagem. Ainda segundo a versão do suspeito, eles foram de ônibus até o local e, ao perceber que a situação estava estranha, a vítima disse que iria gritar por socorro e chamar a polícia. Ele teria desesperado e dado um golpe no pescoço dela, a matando asfixiada.

O autor deixou o corpo da vítima no local, tampado por pedaços de madeira. Após cerca de três dias, ele retornou ao local para enterrar o corpo dela, mas estava muito mau cheiroso e com presença de animais; por isso, jogou gasolina e ateou fogo. De ônibus, levou os restos mortais para uma mata fechada ainda em Contagem e ocultou o cadáver. Com a presença da polícia, o homem apontou exatamente o local onde estariam os restos mortais queimados.

A intenção dele não é clara, mas suspeita-se que o homem estaria procurando uma pessoa vulnerável para cometer o crime. “Ninguém sabe ao certo qual era a intenção dele. O que nós temos hoje é somente a fala dele, que é muito desconexa e ainda carece de mais apuração para saber o que de fato motivou a cometer o delito”, afirma Maria Alice Faria, chefe da divisão de referência da pessoa desaparecida da Polícia Civil.

“A gente não sabe se ele queria matar ou fazer qualquer outra coisa com ela. As intenções de levar uma mulher para um lugar ermo podem ser inúmeras”, completa Faria. O suspeito nega ter tido qualquer tipo de relação sexual com a vítima.

De acordo com familiares, a vítima vinha de Vitória, onde teria ido para visitar o namorado. Ao chegar em Belo Horizonte, pegaria um ônibus para seguir para São Joaquim de Bicas, onde morava. “Os filhos dela nos passaram que era uma pessoa insegura, que não conhecia direito Belo Horizonte. Os filhos conversavam com ela pelo telefone para direcionar como ela faria para pegar o segundo ônibus”, afirma Maria Alice.

A polícia inicialmente o procurou em um abrigo de um projeto social que atende egressos do sistema carcerário. Segundo informações, ele apenas dormia no local e por isso não foi encontrado; entretanto, foram localizados a mochila e o telefone celular da vítima.

Agora, será realizado um exame antropológico nos restos mortais queimados da mulher no IML (Instituto Médico Legal), onde serão feitos os laudos para identificar a vítima. Com relação ao homem, ele ficará preso preventivamente até o fim das investigações. “Ele foi autuado em flagrante por ocultação de cadáver e responderá, além disso, por homicídio”, conclui Carlos Capristrano, superintendente de Investigações e Polícia Judiciária.

Rodrigo Salgado

Rodrigo Salgado é jornalista e redator no Portal Bhaz.

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