Metrô volta a custar R$ 1,80 em BH; CBTU ainda defende aumento da tarifa

Vitor Fórneas/Bhaz

O metrô de Belo Horizonte voltou a custar R$ 1,80 nesta quarta-feira (21). Após cinco dias da publicação da liminar que determinou o preço sem o reajuste, usuários já conseguem comprar os bilhetes sem o aumento de mais 88%.

Para a juíza da 15ª Vara Federal, Maria Edna Fagundes Veloso, o contexto atual do país não justifica o aumento da tarifa. Apesar da decisão judicial, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) vai recorrer para que o preço volte a ser R$ 3,40.

A CBTU defende que o reajuste é “legítimo” e que com ele a prestação de serviços poderá continuar sendo realizada aos usuários. Outro ponto destacado é de que há 12 anos a tarifa do transporte público na capital mineira não sofre reajustes. “A recomposição tarifária é legítima e está subsidiada por estudos técnicos que comprovam que não houve qualquer abusividade na proposição dos valores”, afirmaram em nota.

O atraso para a volta do preço antigo nas bilheterias se deu pelo fato da companhia ser notificada somente na segunda-feira (19). Devido a “razões técnicas”, usuários do metrô continuaram pagando o bilhete ao preço de R$ 3,40 nesta terça-feira (20).

Entre as razões técnicas que impossibilitaram a volta do preço antigo nesta terça estão: reprogramação de softwares e sistemas em máquinas de vendas de bilhetes (com o valor atual da tarifa); reconfiguração de relatórios financeiros e administrativos; reprogramação de sistemas de venda de crédito eletrônico para cartões magnéticos (Ótimo e BHBus); atualização de toda a comunicação visual em bilheterias e estações; entre outros procedimentos obrigatórios.

Vitor Fórneas
Vitor Fórneasvitor.forneas@bhaz.com.br

Repórter do BHAZ desde maio de 2017. Jornalista graduado pelo UniBH (Centro Universitário de Belo Horizonte) e com atuação focada nas editorias de Cidades e Política.