Home Notícias Minas Gerais Motivado pelo incêndio do Museu Nacional (RJ), inventário de bens históricos em Minas tem prazo prorrogado

Motivado pelo incêndio do Museu Nacional (RJ), inventário de bens históricos em Minas tem prazo prorrogado

Três meses após um incêndio de grandes proporções ter destruído grande parte do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, e ter motivado aqui em Minas Gerais a criação de uma força-tarefa para verificar as condições dos equipamentos culturais em todo o estado e orientar sobre prevenção a incêndios, pouco saiu do papel. Tanto no Rio de Janeiro, como por aqui.

A força-tarefa criada por resolução do Governo de Minas – coordenada pelo Corpo de Bombeiros Militares de Minas Gerais (CBMMG) e com a atuação de outros 10 órgãos governamentais (veja lista abaixo) – tinha dois meses para apresentar um relatório ao governador Fernando Pimentel (PT), no início de novembro, o que não ocorreu.

Entre as atribuições do grupo, está a adoção de medidas imediatas de prevenção aos riscos contra o patrimônio cultural e equipamentos públicos do estado, além da emissão de relatórios, levantamento de dados, apresentação de conclusões, proposição de medidas emergenciais e recomendações a elaboração de projetos de segurança contra incêndio e pânico.

De acordo com a assessoria de imprensa do CBMMG, as vitorias em Belo Horizonte e municípios da região metropolitana foram concluídas, mas no interior, ainda não. “Percebemos que o prazo foi insuficiente para fazermos todo o levantamento em Minas Gerais. Nosso aparato é menor nas unidades do interior e como queríamos prestar o mesmo atendimento de qualidade a todos os municípios, o prazo foi prorrogado em mais 60 dias. O relatório final será divulgado no início de 2019”, informou a assessoria.

Além das cidades históricas mundialmente conhecidas – como Ouro Preto, Mariana e Tiradentes -, Minas guarda tesouros em outras cidades, como Sabará, Pitangui, Diamantina, Serro, Barão de Cocais, Itabira e tantas outras. Além de igrejas, que mantêm em seus altares grande parte da história do barroco mineiro, há pequenos museus, casas de cultura, teatros antigos e outros monumentos de valor histórico e cultural para o estado.

Lista de órgãos que compõem o grupo da força-tarefa:

Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais – CBMMG
Secretaria de Estado de Cultura – SEC
Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – Semad
Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas – Setop
Gabinete Militar do Governador – GMG – Coordenadoria Estadual de Defesa Civil
Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais – Iepha
Companhia de Saneamento de Minas Gerais – Copasa
Companhia Energética de Minas Gerais – Cemig
Fundação Clóvis Salgado – FCS
Fundação de Arte de Ouro Preto – Faop
Conselho Estadual de Patrimônio Cultural – Conep

Museu Nacional

No caso do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, três meses depois do incêndio, ocorrido em 2 de setembro, a “rede de apoio econômico” prometida pelo presidente Michel Temer também não decolou. De acordo com levantamento da Agência Lupa de Notícias, uma parceria de ajuda ao Museu Nacional anunciada em 5 de setembro pelo Governo Federal contaria com a participação da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Petrobras, Bradesco, Itaú, Santander, Caixa, Banco do Brasil, BNDES e Vale. Mas a promessa não se concretizou. Desde lá, não houve nenhum avanço.

O diretor do Museu, Alexandre Kellner, informou que a instituição recebeu até agora R$ 9 milhões da União, destinados ao escoramento do prédio. No ano que vem, uma emenda vai ser incluída no projeto de lei orçamentária para doar R$ 55 milhões para a restauração da instituição.

Com a entrada do novo governo, o futuro das obras do bicentenário é mais uma das preocupações do diretor. Segundo Kellner, nenhuma das equipes de transição dos futuros governador do Rio e presidente da República procuraram a direção do museu para falar sobre o desastre que atingiu a Casa da Família Imperial.

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