Home Notícias BH PBH instala lixômetro na Praça 7, que é varrida quatro vezes por dia; ação busca conscientizar população

PBH instala lixômetro na Praça 7, que é varrida quatro vezes por dia; ação busca conscientizar população

Dá para acreditar que a Praça Sete, no Centro de Belo Horizonte, é varrida quatro vezes por dia? E que dali, dos quatro quarteirões fechados e do entorno do Pirulito, são recolhidas por dia do chão nada menos que três toneladas de resíduos? Inacreditável, não? Esse lixo é lançado pelas pessoas que por ali transitam, mesmo com a presença de 60 lixeiras instaladas no entorno. 

Para alertar a população sobre a ‘invisibilidade’ do lixo que é recolhido pelos garis da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) e que é atirado ao chão indevidamente, a Prefeitura de BH (PBH) vai instalar na segunda-feira (10) quatro recipientes transparentes, cada um medindo 2m². A ação educativa e de conscientização se estende até quinta-feira (13).

A instalação do lixômetro busca, mais uma vez, alertar a população sobre a falta de educação em se atirar lixo ao chão; o enorme volume de lixo enviado aos aterros sanitários todos os anos; os riscos de alagamentos por conta dos resíduos que vão para bocas-de-lobo; além do aspecto visual negativo que a sujeira provoca. Diariamente, a gerência regional de Limpeza Urbana Centro-Sul vai monitorar a quantidade de resíduos de varrição depositados no equipamento.

Em dezembro do ano passado, durante três dias acumulando todo o lixo descartado no chão dos quatro quarteirões da Praça Sete, o Lixômetro registrou 10 toneladas de resíduos ao final da ação educativa.

Ações de mobilização social

A tenda “Conversando com a SLU” será montada das 9h às 17h, onde técnicos de Mobilização Social da SLU vão dialogar com os cidadãos – quarteirão fechado da rua dos Carijós, próximo à avenida Afonso Pena. No local, haverá exposição com fotos do trabalho dos garis e sensibilização sobre o descarte correto de resíduos. 

Nos dias 10, 11 e 12, entre 12h e 13h, uma equipe de mobilizadores e garis realizarão campanha educativa nos semáforos das avenidas Amazonas e Afonso Pena. Haverá também apresentações artísticas do gari Daniel do RAP, do grupo de teatro da SLU e performances dos profissionais da varrição. Após a realização do evento, será feita a limpeza e desinfecção dos quatro quarteirões da Praça Sete, no domingo (9).

As ações educativas do Lixômetro contam com o apoio da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH).

Histórico

Em 2011, o Lixômetro fez sua estreia na Praça Sete. No mesmo ano, a iniciativa foi estendida para a região da Pampulha, na orla da lagoa, quando o recipiente serviu de abrigo para toneladas de cocos. No ano seguinte, as caixas transparentes foram instaladas na Praça Duque de Caxias, em Santa Tereza, para alertar moradores, donos de bares, restaurantes e demais estabelecimentos da região sobre a importância do correto descarte dos resíduos que eles mesmos produziam. Ainda em 2012, o Lixômetro se transformou em Reciclômetro, quando foi colocado na área interna do campus da UFMG, durante o processo de revitalização da coleta seletiva da universidade.

Para Ana Paula da Costa Assunção, expor os resíduos em praça pública é uma forma de derrubar essa invisibilidade atribuída a eles depois de recolhidos. “Temos a falsa impressão de que o lixo desapareceu por encanto, de que ele nunca foi nosso, de que jamais o produzimos e que, depois, de coletado pelos garis, não somos mais responsáveis por ele”, avalia. “O impacto visual que ele provoca serve para dimensionar a nossa responsabilidade quando não nos preocupamos em racionalizar nosso consumo ou quando, pior, descartamos esse lixo no chão, sem constrangimento algum”, conclui.

Dados da limpeza urbana


Em Belo Horizonte, por dia, os garis da SLU recolhem cerca de 2.800 toneladas de resíduos ou 400 caminhões repletos de lixo. Confira: 

– 500 toneladas de entulho e terra, por dia (71 caminhões cheios);
– 1.900 toneladas de resíduos domiciliares, por dia (271 caminhões cheios);
– 230 toneladas de resíduos de deposição clandestina, por dia (32 caminhões cheios);
– 50 toneladas de resíduos de varrição, por dia (7 caminhões cheios);
– 120 toneladas em coletas de limpezas diversas, por dia (17 caminhões cheios).

Com PBH

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