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Última área verde do bairro Jardim América vai ganhar parque ecológico

Belo Horizonte vai ganhar um parque de aproximadamente 14,7 mil m² no bairro Jardim América, na região Oeste da cidade. O acordo que viabiliza a área verde no local foi firmado na noite desta quinta-feira (13) entre a prefeitura da capital mineira – por meio da secretaria de Política Urbana, Maria Caldas – e o Movimento Parque Já, que luta há sete anos pela preservação da área.

A área verde, conhecida como Chácara do Jardim América, está localizada entre a avenida Barão Homem de Melo e as ruas Daniel de Carvalho, Sebastião de Barros e Gama Cerqueira, ocupando uma área de aproximadamente 21 mil m². Segundo o movimento, trata-se da única e última área verde do bairro, onde seria construído um condomínio.

De acordo com a construtora responsável pelo projeto, está prevista a construção de 276 apartamentos e 71 lojas, além de 700 vagas de estacionamento. Agora, o documento prevê que a reserva ecológica ocupe 56% do espaço, algo em torno de 11,7 mil m², onde será construído um parque ecológico para o público. Ou seja, a construção vai ocupar os 44% restantes da área.

Além disso, uma área vizinha ao local também será anexada ao complexo ambiental com a construção de uma praça – o que totaliza os 14,7 mil m² citados no início desta reportagem. O acordo prevê a construção do parque, replantio e arborização nos lotes.

Área será transformada em complexo ambiental com parque e praça (Divulgação/Parque Já)

O acordo é firmado depois de uma intensa discussão sobre a destinação do espaço: o tema já foi pauta de discussões na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH). “São sete anos de luta. O movimento Parque Já nasceu da insatisfação dos moradores do Jardim América ao vermos a última área verde da Zona Oeste ser entregue à construtora para se tornar prédios. Houve inúmeras discussões em âmbito jurídico,  liminares, inspeções de vários órgãos e muita luta popular”, afirma Luara Colpa, uma das representantes da associação do bairro.

Segundo ela, a área é um imbróglio jurídico, pois o terreno estava parado, com dívidas de IPTU. “Conseguimos construir uma negociação por mediação da prefeitura, via secretaria de Regulação Urbana, e fechamos o acordo. O empreendimento teve sua área de construção substancialmente reduzido e terá que contribuir com o replantio das árvores no terreno vizinho. Além disso, a prefeitura se comprometeu em fazer, por meio de doação em pagamento, a construção de área de lazer no terreno ao lado, e a manutenção do parque por, no mínimo, 10 anos”, conta.

Segundo Nilson Braz, representante do movimento Parque Já, a luta agora será para incluir a rua entre as duas áreas no complexo ambiental. A proposta é de que a via seja utilizada para montagem de uma feira ao ar livre e outros projetos voltados à população. “A rua sem carro fica entre as duas áreas verdes, de modo que a comunidade local terá perto de 19 mil m² quadros de área de lazer”, explica Nilson.

O BHAZ tentou contato com a Secretaria Municipal de Política Urbana, mas não obteve sucesso até a publicação desta reportagem.

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