Deputado flagrado com mulher no colo já espancou a filha e confessou zoofilia

Reprodução/Jornal Hora Extra

O deputado estadual Amauri Ribeiro (PRP), flagrado com a esposa sentada no colo dele durante cerimônia de posse na Assembleia Legislativa de Goiás (ALEGO), na última sexta-feira (1), ostenta uma lista de processos judiciais e declarações polêmicas.

No site do Tribunal de Justiça de Goiás é possível localizar pelo menos quatro processos criminais contra o parlamentar. Entre eles, o que responde judicialmente por ter espancado a filha de 16 anos em novembro de 2015 após encontrar fotos íntimas da adolescente no celular dela.

Na época, as imagens da jovem agredida vazaram em redes sociais e Amauri se pronunciou por meio de um vídeo postado no YouTube. Ao lado da filha, ele disse que não se arrependia de tê-la agredido. “Fiz em nome da boa educação. Tenho três filhos e acho que sou um bom pai. Minha filha tomou um corretivo e não me arrependo de ter dado esse corretivo. Qualquer pai ficaria desesperado de ver o que eu vi (fotos íntimas da adolescente).”

Reprodução/ Facebook

Também em 2015, quando ainda era prefeito de Piracanjuba, região Sul de Goiás, foi afastado pela Câmara Municipal da cidade, por ter sido condenado após agredir um pedreiro em 2010, enquanto ainda era vereador.

Sobre a imagem durante a cerimônia de posse, o deputado se justificou por meio de um vídeo publicado no perfil dele no Facebook. “Minha consciência está tranquila. No final da cerimônia, por 40 segundos, sentei a minha esposa na perna para ela dar lugar a uma idosa. Se eu deixasse ela de pé, ia ser chamado de um cara grotesco. Se eu deixasse ela sentada e ficasse de pé, seria um tosco por contrariar as regras da casa. Tem outras coisas mais importantes para a população se preocupar”.

Além da foto na ALEGO, a mais recente polêmica envolvendo Amauri é uma entrevista divulgada em 2018, que veio à tona, novamente, nesta semana. A gravação do programa no Facebook “Papo de Garagem” foi divulgada meses antes da eleição pela qual ele se tornaria deputado por Goiás.

Durante a entrevista, Ribeiro confessou a prática de zoofilia enquanto era criança. Perguntado por um participante do programa se já teve relações sexuais com alguma mula, ele respondeu: “Mula não, mas cabrita, esses ‘trem’, sim. Aquele ali (apontando para o irmão) é o que segurava as cabritinhas. Meu pai deu uma cabritinha pra cada um dos cinco filhos e a gente só podia fazer com a própria cabrita. A infância na roça é isso. Quando não tinha o que fazer, ‘vamos comer uma cabritinha’ “, declarou.

Em 2017 a Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados aprovou a inclusão da zoofilia na lista de crimes ambientais. A Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98) prevê a detenção de três meses a um ano para quem abusa, fere ou mutila animais silvestres, domésticos ou domesticados. Em caso de morte do animal, a pena tem acréscimo de 1/6 a 1/3 de duração. A proposta aprovada na Comissão cita textualmente que esse acréscimo de pena também deve ser aplicado em caso de zoofilia, ou seja, a prática sexual de seres humanos com animais.

O BHAZ tentou contato no gabinete do deputado e por meio de um celular registrado no nome dele. Na Assembleia de Goiás, a informação é de que não havia ninguém no gabinete, pois as salas estão em reforma. Não conseguimos contato pelo celular.

Decisão da Câmara de Piracanjuba que afasta Amauri Ribeiro