Home Notícias Política Zema faz analogia com comida para rebater críticas ao PSDB: ‘Olha o resultado e não quem está executando’

Zema faz analogia com comida para rebater críticas ao PSDB: ‘Olha o resultado e não quem está executando’

O governador de Minas, Romeu Zema (Novo), comentou na manhã desta terça-feira (5) a presença de membros do PSDB em seu governo. Desde que tomou posse, após vencer os tucanos nas eleições, o administrador começou a montar sua equipe de gestão e tem sido criticado, inclusive por membros do próprio partido, por conta da proximidade com membros do PSDB.

Estão envolvidos na gestão de Zema: o secretário de governo e ex-prefeito de Juiz de Fora, Custódio Matos (PSDB); o deputado estadual Luiz Humberto Carneiro (PSDB), que é líder de governo na Assembleia; e a ex-secretária de Planejamento e Gestão do Governo Anastasia, Renata Vilhena.

Renata foi uma das consultoras da reforma administrativa apresentada por Zema hoje. Questionado sobre a relação com os tucanos e com a ex-secretária, o governador disse que avalia as pessoas e nãos o partidos.

“Quando você contrata um serviço de qualidade, você olha o resultado e não quem está executando”, afirmou Zema. “Até fico surpreso de alguém, em vez de avaliar a comida que está comendo, querer saber quem cozinhou para falar se a comida está boa ou ruim. Temos de ver resultado, temos de quebrar um pouco essa ideia de que as pessoas é que as vezes definem”, complementou.

Quanto ao fato de Renata continuar articulando medidas em seu governo, o gestor estadual afirmou que ela presta um serviço terceirizado. “Ela é funcionária da Fundação Dom Cabral, que prestou serviços de consultoria para o governo. Se ela vai continuar, tem que olhar lá na fundação. Eu não sei se ela está lotada em outro projeto, eles prestam serviço para várias instituições e as equipes mudam”, disse.

Incômodo

A proximidade com os tucanos tem incomodado membros de outros partidos tradicionais da política como o MDB, o PT e o DEM, que temem ficar de fora do governo. Segundo interlocutores, deputados pretendem usar a aliança “tucanovo” para pressionar a administração estadual.

Em conversa com o BHAZ, o secretário de governo, Custódio Mattos, garantiu que não haverá exclusão durante o mandato de Zema. “Conversei com mais de 40 parlamentares e todos entenderam que farão parte, e eu serei responsável por este elo. O novo cenário político exige mudanças, inclusive na escolha dos secretários. Por exemplo, eu sou o único com passado político e não fui escolhido por causa de partido, mas, sim, por ser técnico no serviço público e ter experiência no diálogo com a ALMG”, afirmou Custódio.

Ainda de acordo com o secretário, todos estarão representados no governo. “A nova política parte pelo princípio de prevalecer a competência, o interesse público e a redução de custos. Não é que os partidos não estejam representados, acho que toda a Minas Gerais está representada com nomes que foram escolhidos tecnicamente e com competência para enfrentar os desafios e representar todo o Estado e não partes”, disse.

Comentários