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Motorista da Uber assassinado por PM completaria uma semana de trabalho nesta sexta

Vitor Fórneas e Rafael D’Oliveira 

O motorista da Uber assassinado por um ex-comandante da Polícia Militar nessa quinta-feira (7), em Contagem, na região metropolitana da capital, completaria uma semana dirigindo por meio do aplicativo nesta sexta-feira (8).

De acordo com familiares, Aroldo Rodrigues Simão de 34 anos era caminhoneiro e começou a utilizar o serviço na semana passada, após ser demitido. O primo do motorista, Wagner Simão, contou que a vítima era uma pessoa tranquila e apaixonada com a direção e a esposa. Aroldo era casado há pouco mais de 3 anos e não deixou filhos.

O velório de Aroldo teve início nesta tarde no cemitério Renascer, no bairro Chácara Boa Vista, na região Leste da capital. O corpo do motorista será enterrado neste sábado (9), às 9h.

Assistência

Como foi morto enquanto trabalhava, a família de Aroldo deve receber uma assistência da empresa Uber no valor de R$ 100 mil. A empresa não divulgou mais detalhes sobre o seguro que cobre motoristas e passageiros, mas adiantou que prestará toda a assistência aos parentes dele.

Segundo o advogado trabalhista Guilherme Canaan, é preciso analisar o seguro vigente entre as partes. “O seguro existente tem como objetivo suprir eventuais indenizações que eventualmente seriam solicitadas e reconhecidas pela Justiça do Trabalho”, conta.

Ainda de acordo com o advogado, os familiares podem tentar recorrer à Justiça do Trabalho sem garantias. “Não é pelo fato de a Legislação Trabalhista estar sendo enfraquecida que a pessoa não terá a salvaguarda. Por conta disso, a família ou até mesmo o motorista pode acionar a Justiça reivindicando o vínculo empregatício”.

O advogado ressalta que, em alguns casos, o seguro pode ajudar mais do que a lei. “Um bom exemplo disso é o caso de Mariana, onde as pessoas ainda não foram reassentadas e nem tiveram indenizações pagas. Se fosse um seguro, talvez já teriam recebido”, diz.

O presidente da Frente de Apoio Nacional ao Motorista Autônomo (Fanma), Paulo Xavier, conta que o órgão está acompanhando o caso de perto. “Lamentamos o ocorrido e estamos disponíveis para prestar ajuda à família na busca por seus direitos”, disse.

Em nota, a Uber também lamentou o caso. Confira na íntegra:

“Ficamos chocados em saber que o motorista parceiro foi vítima desse crime terrível. Nossos sentimentos estão com a família de Aroldo Rodrigues neste momento de dor. A empresa informa que está totalmente à disposição para colaborar com as autoridades no curso das investigações, nos termos da lei”.

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