Estupro em república: Crime sexual durante festa de Carnaval é investigado em Ouro Preto

Polícia Civil investiga denúncia de estupro na República Quitandinha (Divulgação/República Quitandinha)

A Polícia Civil de Minas Gerais investiga uma denúncia de estupro contra uma mulher, durante uma festa de Carnaval, dentro de uma república da cidade histórica de Ouro Preto, a cerca de 100 km da capital mineira. O caso ocorreu entre quinta-feira (28) e sexta-feira (1º).

A mulher, de 30 anos, participava de uma festa de Carnaval na república Quitandinha, quando adormeceu subitamente. Segundo relato da própria, ela ingeriu bebida durante a confraternização – cerveja e meio copo de vodca.

Assim que acordou, a vítima estava em um quarto, completamente nua, na companhia de dois homens. Um deles teria afirmado que ela teve relações sexuais com um terceiro homem, o que, na verdade, segundo a mulher, teria se tratado de um estupro, já que ela não lembra-se nem como chegou ao quarto.

A Polícia Civil já está com as investigações em andamento e chamará os envolvidos para prestar esclarecimentos. A assessoria da corporação, no entanto, não esclareceu se os depoimentos serão colhidos durante o Carnaval. O delegado Isaias Confort está à frente do caso.

A reportagem procurou por telefone, durante toda a tarde deste sábado, a República Quitandinha. Assim que o BHAZ obtiver o posicionamento, atualizará esta matéria (esta reportagem foi atualizada às 16h deste domingo (3), logo após a redação receber o posicionamento da república).

Sede da Ufop (Universidade Federal de Ouro Preto), a cidade é conhecida pelas repúblicas, que possuem histórico de crimes contra mulher (relembre aqui, aqui e aqui). O Carnaval do município também é tradicional.

República Quitandinha repudia violência e exige apuração dos fatos

“Os moradores da República Quitandinha foram surpreendidos pela notícia divulgada neste site, sobre um suposto episódio de violência sexual ocorrido em suas dependências durante o Carnaval.

Inicialmente repudiamos todo e qualquer tipo de violência, não aceitando de maneira alguma que isso ocorra em nosso ambiente republicano.

Desta forma, exigimos a apuração dos fatos e responsabilização dos envolvidos, colocando-nos inteiramente à disposição das autoridades policiais para elucidação.

Em tempo, informamos que nenhum dos moradores da República estão envolvidos no episódio, fato este negligenciado pela reportagem”.