Chama o Síndico puxa protesto contra Bolsonaro e se solidariza com Tchanzinho

Sinara Peixoto e Vitor Fernandes

O bloco Chama o Síndico, que desfila durante todo este domingo (3) na região da Pampulha, deu início ao seu cortejo com discursos politizados. Entre os protestos, estiveram presentes o “Ele Não!”, grito de repúdio ao presidente da República Jair Bolsonaro (PSL), e o apoio ao Tchanzinho Zona Norte, bloco proibido de manifestar-se politicamente pelo comando do policiamento do evento, na última sexta-feira (1º) – relembre aqui.

Ao abrir o cortejo de hoje, o Chama o Síndico se posicionou sobre o episódio. “Ele não! Nós vamos falar o que a gente quiser sempre. Liberdade de expressão, certo? É um direito garantido pela nossa Constituição”, bradou um dos organizadores do bloco. “E o Carnaval de BH sempre falou sobre política, sobre coisas importantes. E não vai ser hoje que a gente vai parar, tá bom? Então nossa solidariedade ao Tchanzinho e a todos os blocos que foram censurados aí, valeu?”, complementou.

Em seguida, enquanto o vocalista anunciava uma das músicas, o público puxou gritos de protesto contra Bolsonaro. “Ei, Bolsonaro, vai tomar no c*” e “Ele Não”, este último acompanhado pela banda.

Este é o oitavo desfile do Chama o Síndico, que homenageia Tim Maia e Jorge Ben Jor. Neste ano, o bloco que desfilava tradicionalmente às quartas antes do Carnaval na avenida Afonso Pena, mudou de dia e local (relembre aqui). O cortejo arrasta, até às 16h, uma multidão pela região da avenida Abrahão Caram.