Home Notícias BH Mulher leva golpe de machado após ser abusada por folião mascarado no Carnaval

Mulher leva golpe de machado após ser abusada por folião mascarado no Carnaval

Uma jovem de 22 anos foi vítima de importunação sexual e golpeada com um machado nessa terça-feira (5) de Carnaval em Cipotânea, na Zona da Mata mineira. O autor da agressão utilizava uma máscara que cobria todo o rosto e passou as mãos nas nádegas da vítima.

Com o objetivo de que o fato não ocorresse novamente, a vítima mandou o homem parar, porém, ele recusou, acariciou a mulher novamente e ainda a ameaçou com um machado.

O namorado da jovem estava com ela no momento e, ao presenciar a situação, foi tirar satisfação com o homem. Uma briga foi iniciada e o namorado da jovem tirou a máscara do folião.

Para que nada de grave acontecesse, a jovem tentou separar a briga, momento em que foi atingida pelo machado na testa. Ao hospital da cidade ela foi encaminhada e os procedimentos médicos realizados.

O suspeito é um conhecido do casal, mas ainda não foi localizado pela polícia.

Primeiro Carnaval com nova lei

Pela primeira vez, Carnaval deste ano estará sob a vigência da Lei 13.718/2018 que torna atos como “beijo roubado” ou “passada de mão” como crimes de importunação sexual, cuja pena é prisão de 1 a 5 anos.

Ainda pouco conhecido, o texto foi aprovado pela Senado Federal em agosto do ano passado e sancionado em setembro pelo então presidente Michel Temer. A nova tipificação de importunação sexual substitui a contravenção penal de importunação ofensiva ao pudor, punida somente com multa ou, no máximo, períodos curtos de prisão (de 15 dias a dois meses) em regime aberto ou semiaberto.

Beijo à força ou qualquer outro ato consumado mediante violência ou grave ameaça, impedindo a vítima de se defender, de acordo com a mesma lei, configura crime de estupro. Beijo, portanto, só consentido.

Já o crime de estupro é previsto no art. 213, e consiste em “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso”. Mesmo que não exista a conjunção carnal, o criminoso pode ser condenado a uma pena de reclusão de 6 a 10 anos.

Vitor Fórneas

Vitor Fórneas

Jornalista no Portal Bhaz

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