Home Notícias Brasil Saiba quem são os assassinos de Suzano (e o que já é conhecido sobre a dupla)

Saiba quem são os assassinos de Suzano (e o que já é conhecido sobre a dupla)

A polícia divulgou os nomes dos assassinos que mataram 8 pessoas e, em seguida, se mataram, na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, na região metropolitana de São Paulo. As autoridades falaram, ainda que rapidamente, sobre o histórico escolar complicado de um deles.

Com 17 e 25 anos, os autores do massacre são, respectivamente,
Guilherme Taucci Monteiro e Luiz Henrique de Castro . Ambos são ex-alunos da unidade de ensino e as informações sobre o histórico do mais novo ainda estão truncadas. Em um primeiro momento, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, João Camilo Pires de Campos, afirmou que Monteiro saiu da instituição de ensino após “problemas”, sem detalhar quais.

Luiz Henrique de Castro (Arquivo Pessoal)

Já o secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, negou o histórico problemático. “A informação que temos sobre o Guilherme é que ele foi aluno por dois anos no primeiro e no segundo ano do ensino médio, e ele nunca trouxe problemas. Não há registros de problemas desse aluno. Era um aluno muito quieto, calmo e não teria mais problemas. Mas vamos levantar mais informações”, disse o secretário.

Segundo Soares, Guilherme chegou na quarta-feira (13) na escola dizendo que iria procurar a secretaria. Os funcionários imaginaram que o aluno tentaria um retorno, já que ele não havia comparecido aos estudos no ano passado.

“Trata-se de um ex-aluno que estava sendo inclusive monitorado por um processo da secretaria para que retornasse à escola. O aluno é conhecido. Era para ele ter estudado no ano de 2018 e voltou à escola, alegando que iria para a secretaria para retomar os estudos. A informação que a gente tem é que a escola estava aberta para receber um ex-aluno que queria voltar a estudar. E aí, do nada, o ataque teve início”, disse o secretário.

Luiz Henrique de Castro (Arquivo Pessoal)

Quanto ao segundo atirador, identificado como Luiz Henrique de Castro, Rossieli Soares disse que ainda não foi possível levantar o histórico escolar dele.

Ataque

O ataque ocorreu por volta das 9h30 dessa quarta-feira (13). A dupla passou em uma loja de veículos próxima à instituição de ensino. Lá, feriram o proprietário, Jorge Antonio de Moraes, tio de Guilherme. Jorge teria desconfiado do plano dos jovens e teria discutido com eles, razão pela qual foi alvejado. O homem chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital.

Em um veículo alugado, os dois foram até a escola, onde foram recebidos inicialmente por Marilena Ferreira Vieira Umezo, coordenadora pedagógica. Ela foi morta pela dupla, que estava armada com um revólver.

Guilherme Taucci Monteiro (Arquivo Pessoal)

Uma outra funcionária e cinco alunos do ensino médio foram assassinados em seguida. Segundo informações da polícia, os dois tinham um pacto para por fim à vida após o massacre: Guilherme matou Henrique para, na sequência, se matar.

Reunião

O secretário de Estado de Educação de São Paulo informou que, junto com a Polícia Militar e a prefeitura, reuniu-se com familiares das vítimas para dar suporte e informações, e que a conversa com eles “foi absolutamente triste”. “É muito difícil falar sobre isso, falar com as famílias, olhar para uma mãe que perdeu o seu filho. Não existe dor maior.”

“Essa é uma das tragédias mais marcantes que esse país já teve. Não há como descrever a tristeza, o sofrimento das pessoas. Estávamos conversando com as famílias, dando o suporte, informando caso a caso, entendendo ainda a forma como podemos ajudar. É um momento muito difícil. Não há coisa mais difícil do que perder um filho”, desabafou Rossieli.

Segurança nas escolas

O secretário afirmou que a questão da segurança é um dos grandes problemas da educação atualmente. Ele destacou que é um problema que vem sendo bastante discutido pela pasta. “A segurança nas escolas é uma preocupação do governo do estado. Temos câmeras de segurança. Estamos com mais de 41 mil câmeras de segurança no estado. Nessa escola, havia mais de 16 câmeras que estavam funcionando no momento. Mas isso, por si só, não resolve. Podemos discutir o uso de uniforme. Mas nada sozinho impediria uma tragédia”, ressaltou.

“Além de tratar da segurança da escola, precisamos de todo cuidado com esses jovens que podem estar sofrendo bullying.” De acordo com Soares, esse é um problema que tem afetado as escolas em todo o mundo.  “Precisamos aprender cada vez mais com tudo isso que está acontecendo”.

Com Agência Brasil

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