Home Notícias Brasil ‘Minha vida acabou’: Mãe de atirador revela bullying e pouco diálogo com o filho

‘Minha vida acabou’: Mãe de atirador revela bullying e pouco diálogo com o filho

A mãe de Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, um dos atiradores responsáveis pelo massacre na Escola Estadual Professor Raul Brasil, concedeu entrevista à Folha de São Paulo e falou sobre o filho. Tatiana Taucci tem 35 anos e luta contra dependência química.

O assassino, de 17 anos, invadiu a escola na manhã dessa quarta-feira (13) junto com Luiz Henrique de Castro, de 25, e executou oito pessoas (depois matou o comparsa e suicidou). Ele foi criado pelos avós em uma casa simples.

“Como é que pode meu filho ser chamado de assassino, meu Deus? Isso é chocante”, desabafou ao jornal paulista. “Mas do que é que vão chamar ele se matou essa gente na escola?”, complementou, reflexiva.

Guilherme sofria com acne, e seria alvo de brincadeiras por causa de sua aparência. No chão do quarto, a mãe do jovem mostrou cinco caixas vazias de chocolate branco. “Ele tinha problemas de acne. Também, comendo chocolate desse jeito”, disse a mulher, que parecia falar consigo mesma.

Tatiana lembrou ainda que chegou na escola procurando pelo filho, aflita. “Cheguei na escola gritando pelo meu filho, dizendo que tinha machucado ele. Quando me contaram o que tinha acontecido, meu mundo caiu”.

Antes dos atiradores chegarem até a escola, eles passaram na loja do irmão de Tatiana, e o mataram com três tiros. “Perdi meu filho e meu irmão. Não dá para acreditar… minha vida acabou”.

A mãe do atirador contou que ele tinha de tudo, como internet e TV a cabo. Contudo, ela afirmou que não era uma mãe presente. “Nosso relacionamento até que não era ruim. Mas a gente quase não conversava”, lembra.

O jovem era fruto de um breve relacionamento de Tatiana com Rogério Machado Monteiro. De acordo os avós da criança, os pais não se importavam muito com o jovem.

Segundo Tatiana, jogos de computador eram a única coisa na qual o filho era realmente viciado. “Ele ficava paranoico e gritava para a tela: Vou te matar, vou te matar!”.

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