Home Notícias BH Jovem preso com 260kg de maconha em casa, em BH, é condenado a nove anos de prisão

Jovem preso com 260kg de maconha em casa, em BH, é condenado a nove anos de prisão

O juiz da 3ª Vara de Tóxicos de Belo Horizonte, Thiago Colnago Cabral, condenou o jovem G.H.S.F., com então 19 anos, a nove anos de prisão em regime fechado por tráfico de drogas. Ele foi preso, em outubro de 2018, com mais de 260 quilos de maconha em casa, no bairro Nazaré, região Nordeste da capital, e assumiu que guardava o entorpecente para criminosos que atuavam na região.

O rapaz, hoje com 20 anos de idade, vai continuar preso. Na Justiça, ele admitiu que mantinha os produtos em casa pois era a única forma de quitar uma dívida adquirida pela compra de drogas para consumo pessoal. A despesa, segundo ele, girava em torno de R$ 4 mil a R$ 5 mil.

Para o magistrado, o valor dessa dívida é incompatível com a condição de um simples usuário de maconha e cocaína, como o acusado havia admitido.

“As citadas drogas não têm alto custo quando comparada com outras substâncias ilícitas como ectasy e LSD. (…) A expressiva quantidade de drogas (apreendida) demonstra o comprometimento do réu com organização criminosa, pois a vultuosa quantia de entorpecentes tem alto poder econômico — foi avaliada em R$ 220 mil — e não seria entregue a terceiro que não detivesse confiança para realizar o referido armazenamento”, enfatizou o juiz.

Segundo ele, “o acervo probatório permite concluir, sem sombra de dúvida, que o réu concorreu para a prática do crime de tráfico de drogas na modalidade ‘guardar’, inclusive”, disse. O magistrado se baseou no artigo 33, da Lei 11.343, que ressalta a punição também para quem adquirir, ter em depósito, transportar, guardar ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal.

As consequências do crime foram consideradas gravíssimas pela Justiça, já que a quantidade de droga que seria distribuída no mercado de consumo iria atingir um número considerável de pessoas. A conduta social do acusado também foi tida como reprovável, “uma vez que ele se aproveitou da ausência do genitor para guardar os entorpecentes, o que poderia implicar na prisão do pai”, finalizou o magistrado.

Do TJMG

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