Home Notícias Política Em BH, Dias Toffoli nega crise no STF e minimiza CPI da ‘Lava Toga’

Em BH, Dias Toffoli nega crise no STF e minimiza CPI da ‘Lava Toga’

Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Dias Toffoli cumpriu agenda em Belo Horizonte nesta terça (19), onde visitou instituições do poder Judiciário em Minas Gerais. Ele também se reuniu com o governador Romeu Zema (Novo) durante um almoço com autoridades políticas do Estado e presidentes de Cortes judiciais.

No fim da tarde, o ministro visitou o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), onde concedeu entrevista. Dias Toffoli minimizou a CPI protocolada no Senado Federal pelo senador Alessandro Vieira (PPS-SE), nesta terça (19), que visa investigar o ativismo judicial nos tribunais. Questionado sobre o tema, o ministro disse que é “uma questão do legislativo”.

Toffoli também minimizou uma possível crise entre os poderes, por conta da decisão da Corte que prevê que casos de corrupção e lavagem de dinheiro, quando investigados junto à caixa dois, sejam julgados pela Justiça Eleitoral.

“Não há crise. O STF mantém todos os casos que envolvem investigação e temos dado apoio às investigações e àquelas decisões tomadas, que cabem recurso, serão mantidas”, disse.

O ministro ainda negou a possibilidade de que decisões dadas pelo STF possam ser anuladas. “Não, de maneira nenhuma. Esses casos, de acordo com o juízo, as decisões são mantidas”.

Fake news

Dias também aproveitou a oportunidade para comentar a investigação sobre fake news instaurada pelo STF, a pedido do próprio ministro para investigar ataques à Corte. Segundo ele, o inquérito visa garantir a liberdade e independência da imprensa e do supremo.

“Temos recebido na Central de Cidadão do STF inúmeras mensagens indicando e denunciando fake news contra toda a sociedade brasileira. Toda a sociedade é vítima. Não há democracia sem imprensa livre e um judiciário independente”, afirmou.

Depois disso, o ministro se retirou da coletiva visivelmente desconfortável com as perguntas e não respondeu sobre o fato de ter designado um relator para o inquérito referente a ofensas e ameaças a ministros e a não realização de um sorteio.

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