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Polícia apreende adolescente suspeito de planejar massacre de Suzano

Policiais apreenderam, na manhã desta terça-feira (19), um adolescente suspeito de ajudar a planejar o massacre que terminou com 10 mortos na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, na última quarta-feira (13). O jovem de 17 anos foi apreendido em casa e será levado, primeiramente, ao Instituto Médico Legal (IML). Na sequência, será conduzido ao Fórum de Suzano.

Um dia após o massacre que chocou o país, na quinta-feira (14), o adolescente chegou a se apresentar à Justiça, mas ele negou a participação e foi liberado. A Justiça determinou que ele fique internado provisoriamente, por 45 dias. Tudo vai depender do seu depoimento, dos laudos de sanidade mental, entre outros.

A Polícia Civil de São Paulo informou que análises preliminares da investigação mostram conversas, nos celulares deste rapaz com os dois assassinos – Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 -, sobre o planejamento das mortes.

Desde a semana passada a polícia trabalhava com a hipótese de uma terceira pessoa por trás do massacre. Segundo a polícia, ele estava na cidade de Suzano no momento do ataque, mas não foi até a escola. Um vídeo mostra uma terceira pessoa com os dois atiradores após eles terem alugado o carro usado no atentado.

O ataque

Os dois jovens atiradores mataram sete pessoas na Escola Estadual Raul Brasil, na quarta-feira (13). Um deles baleou e matou o próprio tio, em uma loja de automóveis, em Suzano. Depois do ataque na escola, um deles matou o colega e, em seguida, se matou.

A polícia diz que os dois tinham um “pacto”, segundo o qual cometeriam o crime e depois se suicidariam.

Investigações

Equipes policiais fizeram diligências nas casas dos atiradores e em uma lan housefrequentada por eles. Foram apreendidos computadores, tablets e anotações. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, 16 testemunhas foram ouvidas. De acordo com os investigadores, eles poderão prestar novo depoimento.

As armas usadas pelos atiradores – um revólver calibre 38, uma besta (arma medieval semelhante ao arco e flecha) e uma machadinha – foram apreendidas e encaminhadas para a perícia. O revólver estava com o número de série apagado.

Crueldade como em Columbine

O delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Pontes, disse que os jovens queriam reconhecimento dentro da própria comunidade e publicidade na mídia. De acordo com Pontes, eles pretendiam mostrar que eram tão cruéis quanto os atiradores da Columbine High School, escola nos Estados Unidos, chocaram o mundo ao matar 12 estudantes e um professor.

O massacre, considerado um dos mais violentos e bem planejados do mundo, ocorreu em 1999 e sempre é citado em casos de violência extrema, como a ocorrida em Suzano. É inclusive considerado entre especialistas como sendo o ‘modelo’ para jovens repetirem tragédias como essas.

Em Columbine, os autores do crime usaram bombas para afastar os bombeiros, dispositivos explosivos e carros-bomba. Depois de trocarem tiros com policiais respondentes, a dupla cometeu suicídio.

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