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Polícia abre inquérito para investigar tatuador apontado como autor de assédio em estúdio na Savassi

A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou um inquérito para apurar as denúncias contra o tatuador Leandro Caldeira, apontado como autor de assédio sexuais contra mulheres que eram clientes do estúdio Reggae Tattoo, localizado na Savassi, na região Centro-Sul de BH.

O BHAZ conversou com a delegada do caso nesta quarta-feira (20), Ana Paula Lamego Balbino, que afirmou que a Polícia Civil está realizando diligências importantes e apurando os fatos. Apesar disso, informações sobre o caso não serão divulgadas por enquanto, já que a operação corre em segredo de Justiça.

“Logo após a polícia, por meio da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher e Combate a Crimes Sexuais, tomar ciência dos delitos, as diligências imprescindíveis já se iniciaram imediatamente. As informações estão sendo preservadas para resguardar as vítimas e preservar a eficácia dos procedimentos”.

Denúncia

A delegada ressaltou que as mulheres que se sentirem incomodadas, ou em situação de abuso, devem procurar a Delegacia de Plantão de Atendimento à Mulher, localizada na avenida Barbacena, 288, no Barro Preto.

“A delegacia tem um plantão de 24h e equipamento preparado para atender e prestar todo apoio às vítimas. É importante que as mulheres entendam que esse tipo de violência está presente em todos os lugares e em todas as esferas. É preciso criar uma rede de enfrentamento para combater essa violência e o primeiro passo é denunciar e romper com o silêncio”, conta Ana Paula.

Crime

A delegada explicou que, de acordo com a nova legislação penal, o crime de importunação sexual pode ter uma pena de um a cinco anos de prisão. A mudança na lei diz que o crime de importunação sexual é caracterizado pela realização de ato libidinoso na presença de alguém e sem sua anuência.

“Por exemplo neste caso, passar as mãos na parte íntima, encostar órgão genitais em mulheres sem consentimento, seria o tipo de crime de importunação sexual”, afirma Ana Paula. Os crimes citados por ela no exemplo são os apontadas pelas vítimas do tatuador.

O caso

As denúncias vieram a público depois que a ex-candidata ao Senado, ativista e professora Duda Salabert fez uma enquete em sua rede social questionando se as mulheres já sofreram abuso em estúdios de tatuagem. A partir disso, segundo Salabert, mais de cem mulheres entraram em contato relatando casos de abusos e 40 delas citaram o estúdio. O BHAZ conversou com quatro vítimas que apontaram Leandro Caldeira como autor.

A Polícia Civil de Minas Gerais já tinha conhecimento sobre a ação do tatuador, pois uma das vítimas procurou a delegacia em janeiro do ano passado para denunciar Leandro. Contudo, questionada sobre o andamento do caso, a delegada disse que ele também corre em sigilo.

O tatuador negou as acusações por meio do Instagram. A publicação foi trancada nessa terça (19) e está disponível apenas para seguidores autorizados. “Sou tatuador profissional há 22 anos, sem nenhuma mácula no meu currículo e afirmo como pai de família, marido e filho, que nenhuma destas acusações são verdadeiras”, escreveu.

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