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Barragens da Vale em Ouro Preto sobem para nível de rompimento e número de estruturas em risco máximo chega a 4

As barragens da Vale na cidade histórica de Ouro Preto também subiram para o nível três, que corresponde ao risco iminente de rompimento, na noite desta quarta-feira (27). As estruturas Forquilha I e III, juntas, têm mais de 35 milhões de metros cúbicos de rejeitos, ambas à montante, mesmo método de construção que causaram mortes em Brumadinho e Mariana.

De acordo com a Vale, as sirenes de
alerta foram acionadas na cidade cumprindo o Plano de Ação de Emergência de
Barragens de Mineração (PAEBM), contudo não houve rompimento. Ainda segundo a
empresa, não serão necessárias evacuações na cidade, já que cerca de 25 pessoas
que moravam na região de risco já saíram no dia 20 de fevereiro.

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O tenente-coronel Flávio Godinho,
coordenador de Defesa Civil, explicou que, em caso de rompimento em Ouro Preto,
a lama não atingirá a cidade histórica. “A mancha não chega à cidade, só em uma
zona rural com quatro moradores, que já foram evacuados. Com isso, a população
pode continuar frequentando e visitando o município”, afirma Godinho.

Questionado sobre a razão das
sirenes tocarem sempre durante a noite, causando pânico na população, o
tenente-coronel disse que trata-se de um procedimento protocolar e que se
solidariza com a população.

“Nós sabemos do sofrimento dessas pessoas e gostaríamos de trazer notícias boas, mas, infelizmente, nesse momento, temos que fazer trabalhos em busca de preservar a vida. Incomoda sim, principalmente à noite. A da elevação de nível chegou durante a tarde, nos reunimos com órgãos e com prefeitos e comunicamos a comunidade, já durante a noite”, disse.

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Barragens

De acordo com a Agência Nacional de
Mineração (ANM), a barragem de Forquilha I, da Vale, tem 98 metros de altura e 12
milhões de metros cúbicos de rejeito.

Já a barragem de Forquilha III, tem 77 metros de altura e 23 milhões de metros cúbicos de lama, também segundo os dados da ANM. Ambas estão situadas na Mina de Fábrica, da Vale, e as duas possuem um potencial de destruição “alto”, em caso de rompimento.

Níveis do Departamento Nacional de Produção Mineral

I. Nível 1 – Quando detectada anomalia que resulte na pontuação máxima de 10 (dez) pontos em qualquer coluna do Quadro 3 – Matriz de Classificação Quanto à Categoria de Risco (1.2 – Estado de Conservação), do Anexo V, ou seja, quando iniciada uma ISE e para qualquer outra situação com potencial comprometimento de segurança da estrutura;

II. Nível 2 – Quando o resultado das ações adotadas na anomalia referida no inciso I for classificado como “não controlado”, de acordo com a definição do § 1º do art. 27 desta Portaria; ou

III. Nível 3 – A ruptura é iminente ou está ocorrendo.

Rafael D'Oliveira

Rafael D'Oliveira

Repórter do BHAZ desde janeiro de 2017. Formado em Jornalismo e com mais de cinco anos de experiência em coberturas políticas, econômicas e da editoria de Cidades. Pós-graduando em Poder Legislativo e Políticas Públicas na Escola Legislativa.

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