Home Notícias Minas Gerais Governo vai reduzir Escola Integral em Minas: 80 mil alunos serão afetados

Governo vai reduzir Escola Integral em Minas: 80 mil alunos serão afetados

A secretária de Estado de Educação, Julia Sant’Anna, confirmou nesta quarta-feira (10), durante reunião na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), que o Governo vai reduzir o número de escolas que adotam o modelo de ensino integral em Minas. O sistema que, atualmente, atende 111 mil estudantes, em 1,6 mil escolas, passará a atender apenas 30 mil alunos em 500 escolas do Estado.

O assunto foi discutido durante sessão da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia nesta quarta, com a presença de sindicatos, representantes das classes, como professores e diretores, e deputados.

Segundo a secretária, a redução se deve às dificuldades enfrentadas pelo Estado para manter o modelo de ensino e entre os obstáculos estão os gastos com merenda para os alunos. Contudo, ela garante que não será uma transferência de responsabilidade. “O aluno tem que ter merenda e quem tem que dar é o Estado. Isso não aconteceu no ano passado. Não vamos acabar com a Encola Integral, mas, sim, trabalhar de forma mais responsável. O programa será mantido para escolas com baixo nível socioeconômico”, afirmou.

A deputada Beatriz Cerqueira (PT), que é presidente da comissão, questionou a decisão do Governo. Segundo ela, trata-se de uma irresponsabilidade. “Uma criança que até ontem tinha a possibilidade de sete horas de jornada escolar ter isso reduzido assim. Tem que questionar se as superintendências regionais de ensino foram ouvidas, se os diretores de escolas foram consultados para determinar esse processo. Acho que a irresponsabilidade está aí”, afirmou.

Ainda de acordo com a deputada, é necessário que Romeu Zema (Novo) dialogue com o presidente Jair Bolsonaro (PSL). “Se o dinheiro não é suficiente, tem o governador do Estado para conversar com o presidente. Eles não conversam?”, questionou.

Quem defendeu a ação foi deputado Guilherme da Cunha (Novo), que é vice-líder da bancada governista na Casa. Segundo ele, o objetivo é fazer um novo modelo de programa que seja funcional.

“Na medida que fizermos um programa que realmente funciona, nós vamos obter parcerias e vamos ampliar. Ao invés de manter um programa de faz de conta, para falar que existia atendendo mais de 100 mil alunos quando, na verdade, em 70% das escolas, menos da metade dos estudantes ficavam no ensino integral. Buscamos fazer um programa que vai ser ampliado com o tempo, na medida em que conseguirmos recursos para atender o ensino fundamental”, explica o deputado.

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