Home Notícias BH Oito presos: Quadrilha pretendia assaltar shopping na Zona Sul e lucrar quase R$ 3 milhões

Oito presos: Quadrilha pretendia assaltar shopping na Zona Sul e lucrar quase R$ 3 milhões

A Polícia Civil prendeu nesta segunda-feira (15) oito pessoas apontadas como integrantes de uma quadrilha que realizava assaltos em shoppings e outros comércios da região metropolitana de BH e em outras partes de MInas. O próximo alvo do grupo, de acordo com as autoridades, seria o shopping Pátio Savassi, na região Centro-Sul da capital, onde pretendiam roubar uma joalheria e obter lucro estimado em quase R$ 3 milhões.

De acordo com a corporação, o chefe da quadrilha gerenciava todo o esquema de dentro de uma penitenciária, onde cumpre pena há 24 anos. O grupo prestava conta de todas as ações ao chefe, filmando todo o processo de planejamento das ações e enviando as imagens em seguida. O grupo tem três mulheres e integrantes com idades entre 21 e 42 anos.

A organização criminosa, que chegava a fazer clipes musicais para divulgar os roubos realizados por todo o estado de Minas Gerais, foi desmontada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) na manhã desta segunda-feira (15). Durante a operação “Centralis”, foram cumpridos dez

Durante a operação foram cumpridos dez mandados de prisão preventiva e oito de busca e apreensão. Sete dos envolvidos foram presos por policiais de Minas, enquanto um oitavo foi capturado por policiais civis do Espírito Santo. O chefe da quadrilha já estava preso e um outro integrante ainda segue foragido.

Em junho de 2018, os suspeitos invadiram, armados, um shopping em Betim, e realizaram o roubo em uma loja. Enquanto realizavam as investigações desse crime, os policiais civis iniciaram o monitoramento da organização criminosa. Ficou, então, constatado que os suspeitos pretendiam roubar uma conhecida rede de drogarias no centro de Contagem e, em seguida, uma joalheria no Pátio Savassi, em Belo Horizonte.

“Com a ação criminosa na joalheria, os criminosos esperavam obter lucro aproximado de mais de dois milhões de reais, com roubo de relógios da marca Rolex, além das armas e coletes balísticos dos seguranças”, revelou o delegado Marcus Vinicius Lobo Leite Vieira, da 1ª Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). No dia 5 de outubro do ano passado, durante o roubo à drogaria, os suspeitos renderam aproximadamente 15 clientes e funcionários e os mantiveram reféns. Quando saíam do estabelecimento, os dois suspeitos que participavam do crime foram presos em flagrante.

Ainda segundo o delegado Marcos Vinícius, “a organização criminosa ainda tinha ramificações nas cidades de Cláudio, Carmópolis de Minas, Betim, Contagem, além de Belo Horizonte e Ibirité, onde os suspeitos torturaram uma jovem de 18 anos e rasparam a cabeça dela porque a menina teria interferido na relação do chefe com outra jovem”.

As investigações revelaram, ainda, que os integrantes tinham funções específicas na organização criminosa: alguns eram responsáveis pelo fluxo financeiro do grupo, por escolher os locais que seriam alvos. Outros eram motoristas e olheiros. “Os suspeitos gastavam cerca de três a quatro minutos nas ações e são responsáveis por diversos crimes praticados nos anos de 2018 e 2019, todos planejados pelo líder do grupo, que mesmo de dentro de uma penitenciária, conseguia planejar e ordenar a prática dos crimes”, explicou o delegado.

Os trabalhos investigativos revelaram ainda um esquema de roubo e clonagem de veículos que eram usados nos crimes. A organização criminosa chegou a roubar, na cidade de Cláudio, um trator avaliado em R$65 mil.

Com Polícia Civil de Minas Gerais

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