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Calçada Cilada: App ajuda a mapear passeios irregulares em BH; veja fotos

Uma iniciativa que envolve atividades práticas e educativas para facilitar e fortalecer o diálogo e ações entre sociedade, poder público e setor privado por calçadas caminháveis e acessíveis, nascida em São Paulo, chegou nesta quarta-feira (17) a Belo Horizonte.

Um grupo de mobilizadores sociais e ativistas da capital mineira, como o movimento BH em Ciclo – que atua na discussão de políticas públicas por melhor mobilidade na cidade, principalmente com o uso de bicicletas -, fez na manhã de hoje, no bairro Jardim Felicidade, na região Norte, um mapeamento de algumas calçadas e suas condições na região Norte da capital. A ação vai se repetir no dia 29, na área hospitalar.

Nos locais considerados impróprios ou malconservados, o grupo colou um papel com os dizeres “Calçada Cilada – abril 2019′. “Fizemos vários registros nessa primeira ação”, conta Marina Tello, uma das mobilizadoras do projeto em BH e integrante do movimento BH em Ciclo.

A ‘fiscalização’ das calçadas, preferencialmente por passeios de fluxo elevado de pedestres, se dá por meio de um aplicativo e pode ser feita por qualquer cidadão. É necessário baixar o aplicativo Colab e se cadastrar. “A partir dele é possível enviar fotos com a hashtag #cilada e contribuir com o banco de dados da campanha. O link para download no IOS ou Android é o https://www.colab.re/“, explica Marina.

Segundo ela, a ação não é de fiscalizar ou denunciar, mas principalmente de colaborar com as cidades e promover a consciência na população sobre a importância de as cidades terem calçadas bem-feitas, para valorizar a mobilidade a pé.

Ave maria! Imagine não prestar atenção nesse ‘pequeno desnível’? (BH em Ciclo/Divulgação)

“O primeiro contato do pedestre com a cidade é pela calçada. Você sai de casa ou do trabalho, e seu primeiro contato é com a calçada. Aqui em BH temos uma padronização de calçadas, inclusive que retirou a obrigatoriedade do piso podotátil, voltado para pessoas com deficiência visual. A meu ver, uma questão séria, que precisa ser debatida novamente, afinal, todos nós temos o direito de ir e vir com segurança”, comenta.

Malconservação nesse passeio (BH em Ciclo/Divulgação)

Segundo Marina, Belo Horizonte ainda convive com a questão das declividades e também trechos onde o espaço para o pedestre é ínfimo, como mostra registro da ação nesta quarta-feira:

Homem tenta passar por microcalçada na Região Norte de BH (BH em Ciclo/Divulgação)

“A questão de manter a calçada bem cuidada é que quando não há manutenção devida, há risco de queda, fratura de algum membro e outros incidentes”, acrescenta. Na edição anterior, participaram 11 estados distribuídos em 23 municípios representados por cerca de 30 organizações e coletivos autônomos.

Ops, aqui tem uma diferença de altura no nível da calçada (BH em Ciclo/Divulgação)

Em Belo Horizonte, pela legislação, as calçadas são de responsabilidade do proprietário do imóvel. Em frente a órgãos públicos, escolas, unidades de saúde, comércio, a responsabilidade de manter o passeio em ordem é do estabelecimento.

Cidades caminháveis

Na capital paulista, a Calçada Cilada é desenvolvida pelo instituto Corrida Amiga. Segundo a gestora ambiental e idealizadora do instituto, Silvia Stuchi, o objetivo central do movimento é engajar a população em favor de cidades caminháveis e acessíveis de forma efetiva.

“Em algum momento do dia, todos somos pedestres e acessaremos as calçadas. Dessa forma, é vital ressaltar o caráter propositivo da campanha que permeia também a saúde, segurança e a mobilidade da população”, afirma.

As atividades do Calçada Cilada visam dialogar com o poder público e ampliar o alcance. “O intuito é de conscientizar e articular a questão para sensibilizar a sociedade brasileira”, complementa Silvia.

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