Home Notícias Internacional Inédito: Brasileira é eleita para Parlamento Espanhol e promete denunciar Bolsonaro: ‘Caráter racista e homofóbico’

Inédito: Brasileira é eleita para Parlamento Espanhol e promete denunciar Bolsonaro: ‘Caráter racista e homofóbico’

A sergipana Maria Dantas fez história neste domingo (28) ao se tornar a primeira brasileira eleita para o Parlamento Espanhol. Vestida com uma camisa em homenagem à Marielle Franco, vereadora assassinada no Rio há um ano, a ativista promete combater a extrema-direita e promover a ecologia e os direitos humanos – além de denunciar no exterior as “atrocidades” do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL).

“Meu primeiro recado a ele (Bolsonaro) é que Marielle vive. Além disso, vou dar visibilidade às suas atrocidades, expôr o caráter racista e homofóbico (do seu governo)”, afirmou a brasileira em entrevista ao jornalista Jamil Chade, do UOL (leia aqui). Ela elegeu-se pelo partido Esquerra Republicana de Catalunya (ERC).

A brasileira que mora há 25 anos em Barcelona (ESP) também afirmou que, apesar de ativista, não queria entrar para a política, mas o avanço da extrema-direita no país, com o partido VOX, a motivou. “O que me empurrou desta vez foi a força da extrema-direita que, pela primeira vez em 40 anos, volta ao Parlamento”.

“Esta é minha mãe, @_Maria_Dantas_. Mãe, irmã, filha, esposa. Sergipana, imigrante, ativista, guerreira. Hoje ela faz história ao ser a primeira brasileira eleita no Parlamento Espanhol, para expandir a luta que já faz em defesa do povo. Meu orgulho”, publicou, pelo Twitter, o filha de Maria, Thiago Lee.

Esquerda vence no governo

Com 99,41% dos votos contados na Espanha, o Partido Socialista Operário da Espanha (PSOE) soma 123 deputados. A legenda Unidos Podemos conquistou 42 assentos. Ambos têm 165 deputados, longe da maioria absoluta de 176. A coalizão de esquerda precisará do apoio de outros partidos para governar.

O bloco da esquerda venceu a coalizão de direita e extrema-direita, que ficou ainda mais longe da maioria, com 147 deputados. O Partido Popular (PP) obteve o pior resultado da história, com 66 cadeiras. O Ciudadanos, partido de centro-direita, conseguiu 57 assentos. A legenda de extrema-direita Vox estreou no parlamento, com 24 deputados.

No discurso da vitória, o atual primeiro-ministro e líder socialista, Pedro Sánchez, deixou recados. Ele afirmou que trabalhará por liderança pró Europa e uma Espanha unida sob a Constituição.

Sánchez só poderá governar com alianças. O líder do Unidos Podemos, Pablo Iglesias, quer ser vice-presidente do governo. O Podemos foi o maior apoiador dos socialistas na legislatura anterior

O peso dos independentistas e nacionalistas moderados catalães será determinante. Isso porque diversos membros do PSOE deixaram claro que não desejam aproximar-se de Albert Rivera, presidente do Ciudadanos.

O presidente do Ciudadanos, Albert Rivera, felicitou Sánchez e deu como fato consumado que os socialistas e o Podemos de Pablo Iglesias formarão governo.

Fragmentação

Pablo Casado, líder do PP, falou ao mesmo tempo que Pedro Sánchez e afirmou que o resultado do seu partido foi “muito mau”, culpando a “fragmentação da direita”. Ele citou “ataques recebidos nos últimos dias de campanha”.

O líder popular afirmou ainda que iniciou uma “reflexão sobre os resultados”. “Sou uma pessoa que não foge às responsabilidades, o resultado foi muito mau”, afirmou. “Ao PP, agrada-lhe ganhar e gostar de vencer sempre e há várias eleições que o nosso resultado eleitoral tem vindo a piorar. Vamos pôr-nos a trabalhar desde já.”.

“O eleitorado de centro-direita deve perceber que um voto fragmentado beneficia apenas um governo de Pedro Sánchez”, concluiu Casado, numa referência ao Ciudadanos, que quase igualou o PP no resultado da votação.

Casado felicitou Sánchez pela vitória por telefone, antes de se dirigir aos apoiadores.

Com Agência Brasil

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