‘Amaldiçoada’: Pastor engana mulher e comete abuso sexual após prometer cura

IMAGEM ILUSTRATIVA (Divulgação/TVBrasil)

Um pastor de 44 anos foi preso em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, depois de violar sexualmente uma fiel da igreja pela qual era responsável. O homem enganou a vítima dizendo que ela estava amaldiçoada e a convenceu a passar por uma unção de “cura espiritual”. Durante o ato, abusou sexualmente da mulher tocando nas partes íntimas dela. O autor tentou enganar pelo menos outras três frequentadoras da igreja, mas elas não aceitaram se submeter ao ato.

Preso na sexta-feira (26), o pastor já foi encaminhado para o sistema prisional. Ao BHAZ, a delegada responsável pelo pedido de prisão dele, Ana Cristina Marques Bernardes, explicou como as investigações tiveram início e culminaram na detenção do homem. “A vítima procurou a delegacia depois de registrar boletim de ocorrência. Ela explicou a situação, disse que frequentava cultos do pastor e que ele fez o casamento dela”, disse.

“Quando o casamento da vítima terminou, ela procurou o pastor para receber conselhos. Depois de ganhar a confiança da vítima, ele foi até o trabalho dela e a procurou para dizer que teve uma visão. O pastor disse que a vítima estava amaldiçoada e sugeriu que ela fosse ungida”, conta.

Ainda segundo a delegada, a mulher aceitou passar pelo procedimento, mas estranhou o fato de que o pastor a pediu para ficar nua, além de ter tocado nas partes íntimas dela. “A vítima conversou com uma amiga da igreja e essa amiga contou que o pastor também tinha proposto o mesmo a ela”, disse. “A vítima foi aconselhada a gravar uma nova conversa entre ela e o pastor, falando a respeito do que havia ocorrido antes, e ele confirmou o abuso”, conta. “Eu ouvi testemunhas e três outras vítimas foram identificadas, mas elas não chegaram a aceitar a proposta do pastor. Foi então que pedi a prisão dele, que foi deferida pela Justiça”, explica.

Agora, o pastor responderá pelos crimes de violação sexual mediante fraude e tentativa pelo mesmo crime, cuja pena é reclusão de 2 a 6 anos. “Esse tipo de crime ocorre mediante engano e fraude. Não há violência ou intimidação, mas as vítimas são induzidas pelo autor”, conta a delegada. Ela não descarta que novas vítimas apareçam e diz que as mulheres não devem se envergonhar e denunciar os casos. “Geralmente, vítimas de violência sexual ficam envergonhas, mas elas não são responsáveis por isso. Não é assim. Elas são vítimas e não devem ter receio de expor”, afirma.