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Barragem em Barão de Cocais tem até 15% de chance de rompimento, diz secretário de Meio Ambiente

O secretário de Estado de Meio Ambiente de Minas Gerais, Germano Vieira, disse que a probabilidade de a barragem Mina de Gongo Soco se romper é de 10% a 15%, em Barão de Cocais, na região Central do Estado. Ele ainda confirmou que o rompimento do talude Norte é iminente. As afirmações foram feitas nesta segunda-feira (20), durante o lançamento de um plano de capacitação dos agentes públicos para ações de segurança de barragens.

“O rompimento do talude vai ocorrer. É necessário agora saber se o rompimento na cava vai afetar a barragem e isso não é possível precisar. O consultor dessa auditoria registrou que a chance é de uma em 10 ou uma em oito. O que levaria de 10% a 15% de probabilidade”, disse.

Informações obtidas pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) com a mineradora Vale S.A. apontam que o talude pode se romper até o sábado, dia 25 de maio.

Atualmente, a barragem Mina Gongo Soco está em nível de segurança três, quando o colapso pode ocorrer a qualquer momento. Em função disso, no fim de semana a Defesa Civil, com apoio dos bombeiros e de contratados pela mineradora, fez treinamentos e simulações com a população local. “Por pior que possa aparecer, isso mostra que quando a empresa avisa [possibilidade de rompimento] os órgãos têm tempo de planejar as ações”, informou Germano Vieira.

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No último sábado (18), cerca de 1,6 mil pessoas participaram do simulado de emergência de barragens na cidade, que durou 48 minutos. Essa foi a segunda simulação de evacuação na cidade e o número de presentes correspondeu a 26,75% das mais de 6 mil pessoas que eram esperadas.

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Sobre um possível descomissionamento da barragem Mina Gongo Soco, o secretário do Meio Ambiente disse que isso é “desaconselhável” no momento. “Qualquer intervenção para fazer um reforço do maciço seria desaconselhável, pois seria um gatilho para o colapso”. Para evitar o colapso, estão interditadas obras na região da barragem “até que se possa avaliar o plano de risco para os trabalhadores”.

Vitor Fórneas

Vitor Fórneas

Jornalista no Portal Bhaz

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