Home Notícias Política Vereador pede ao MP que Kalil revele ‘nome e sobrenome’ de envolvidos em suposto esquema na CMBH

Vereador pede ao MP que Kalil revele ‘nome e sobrenome’ de envolvidos em suposto esquema na CMBH

A fala do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, de que a prefeitura e a Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) “não estão à venda” causou repercussão entre os vereadores da capital. O prefeito se referia aos empresários da construção e as polêmicas acerca do Plano Diretor de BH.

“Não adianta os sindicatos dos grandes empresários arrecadarem dinheiro pra tentar minar quem está trabalhando por essa cidade. Não colou nem vai colar”, disse Kalil.

Ainda durante o pronunciamento, o prefeito afirmou: “Eu quero morrer sem contar o que tentaram fazer na Câmara Municipal, não me provoquem, pois, tenho nome e sobrenome”, afirmou.

Agora, os parlamentares querem ouvir do prefeito quem são os empresários tentando comprar e quem são os vereadores que “estão à venda”.  Nesta quarta-feira, o vereador Gabriel Azevedo (sem partido), protocolou no Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) um pedido para que o prefeito seja ouvido e aponte os nomes e os detalhes de um suposto esquema na CMBH, que ele diz saber.

“Ao afirmar que nem ele, nem os vereadores se venderam, o prefeito afirma também que alguém tentou comprá-los. Devo lembrar ao prefeito que só o fato de oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para levá-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício, é crime de corrupção ativa, previsto no artigo 333 do Código Penal. Tão importante quanto não se vender é não acobertar ato criminoso do qual tenha conhecimento, sob pena de incorrer o próprio prefeito em crime de improbidade administrativa”, diz o vereador.

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